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Fernando Acacio - Publicado em 01.09.2005




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O PT – Partido, dito, dos Trabalhadores, quando chegou ao poder, tratou de irrigar a máquina administrativa com um enorme número de nomeações, aparelhando-a com militantes e simpatizantes do PT. Não por acaso, o par;tido foi capa de algumas das principais revistas do país, como sendo o mais rico da Nação. Também pudera, tamanha a contribuição de seus filiados. Uma espécie de financiamento público, indireto, do partido; afinal de contas parte do dinheiro que ia para os cofres do PT, tinha origem nos salários dos funcionários públicos. A outra parte, além de ser público era por uma via mais tortuosa, como ainda esta se descobrindo.

Não bastasse isso, o Presidente Lula bem que tentou calar a imprensa. Essa maldição na vida dos políticos. É certo que há uma série de maneiras de se divulgar os fatos e os veículos escolhem as que melhor definem sua linha editorial.

Lula também tem razão quando afirma que a imprensa só interessa coisa ruim, foi assim com o famigerado Fome Zero, que mesmo sabendo-se um desastre, e criado para que todos os que já pagam impostos, façam na verdade o que o governo deveria fazer, mas a incompetência (e a corrupção) não deixa.

É graças à imprensa, que vem a tona esquemas como o do Orçamento, o de Collor-PC Farias, o da reeleição de FHC, e também o do “Mensalão”, dos Correios e por aí afora. São coisas ruins, que precisam ser mostradas, para que a população não cometa os mesmos erros, tanto em 2006, quanto em 2008.

Realmente o presidente tem razão, se a imprensa tivesse de detido a detalhes do que ele chamou de “plano de governo”, talvez as coisas fossem diferentes hoje.

Lula precisa aprender a conviver com as críticas e extrair delas algum ensinamento. Mas ele não está disposto a isso. O que me deixa muito satisfeito é que o próprio partido jogou fora em pouco mais de dois anos, tudo aquilo que cultivou ao longo de 21 anos, a moralidade e a ética.

E se o Presidente, que se julga o supra-sumo da moralidade, da ética, da decência, realmente acredita nisso, deveria oferecer a quebra de seu sigilo telefônico, fiscal e bancário, afinal de contas, pelo que fala, não tem nada a temer.

O bom de tudo é que posso falar de boca cheia: “não compactuei com essa história, não votei no Lula e muito menos em seus candidatos.”


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