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Era uma vez um mito chamado Frank Sinatra
Era domingo, dia 12 de dezembro de 1915, numa casa situada na rua Monroe Street n° 415, na cidade de Hoboken – estado de Nova Jersey, Natalie Garaventi casada com Anthony Martin Sinatra, ambos imigrantes, deu a luz ao menino Frank em meio a muitas dificuldades.




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Seu parto foi muito difícil, pois ele era um bebê muito grande. Precisou ser tirado a fórceps o que lhe feriu de maneira irreparável a cabeça, marcando a parte do rosto e o pescoço. O lóbulo da sua orelha esquerda foi quase totalmente decepado.

Mais tarde estas marcas lhe causaram problemas, principalmente em relação à sua carreira como ator cinematográfico. Mas ele sempre se recusou a fazer plástica. Com o passar do tempo estas marcas lhe garantiram uma expressão mais marcante. O próprio Sinatra, falando das suas marcas afirmou - “Acho que conferem mais interesse à minha personalidade”.

Quando Frank Sinatra estava com 15 anos, ganhou de seu tio Dominick Garaventi, um ukulele (guitarra havaiana). Ele tocava e imitava seus ídolos Bing Crosby e Russ Columbo para seus amigos e para Nancy Barato que acabara de conhecer e que viria a ser, mais tarde, sua primeira mulher. Ele usava o instrumento para conquistá-la. Sentava junto a um poste que ficava em frente à casa de Nancy e ali ficava tocando o ukulele.

Sinatra resolveu então formar um grupo juntamente com seus amigos adolescentes e passaram a tocar em festas de casamento e aniversário. Sua maior preocupação neste momento não era com sua voz e sim com o saber tocar o ukulele.

Até que um dia, em março de 1933, já noivo de Nancy, foi assistir ao show de Crosby no teatro de Jersey City e na saída declarou: “Vou ser cantor”. Seus pais não gostaram nada desta decisão, pois confundiam música com vagabundagem. Mas ele não se deixou intimidar e na próxima apresentação do seu grupo já atuou como cantor.

Sinatra estudou no David E. Rue Junior High School e no Demarest High School. Neste ultimo se manteve por 47 dias e abandonou tudo para seguir com a música. Seus pais, inconformados, forçaram-no a fazer um curso no “Stevens Institute of Technology” enquanto trabalhava como “copy-boy” no jornal “Jersey Observer”. Mas nem um nem outro duraram muito e ele insistiu na carreira de cantor. Nesta época já se vestia com blusões esportivos parecidos com os usados por Crosby.

Sua mãe percebendo que nada o faria desistir de seu propósito resolveu incentivá-lo e deu-lhe de presente um amplificador portátil e um microfone, e ele começou a cantar na noite.

Na época, o cantor que quisesse ser descoberto devia participar de um programa de calouros chamado Major Bowes Amateur Hour. Sinatra se inscreveu juntamente com o trio de instrumentistas que havia formado e o major Bowes os batizou de Haboken four. No dia 08 de setembro de 1935 o Haboken four se apresentou no programa tendo Sinatra como vocalista e os ouvintes gostaram tanto que com base na medição dos aplausos e pelo controle de telefonemas, foi dado o primeiro prêmio ao conjunto. Essa foi à última aparição de Sinatra como amador. Toda vez que ele se apresentava, levava o público ao delírio. Estava claro que ele era a estrela. Este fato gerou brigas entre os companheiros do conjunto e acabaram se separando.

Logo em seguida amigos o levaram a Harold Arlen, chefe da orquestra da boate Rustic Cabin onde ele começou a se apresentar diariamente. O mais importante é que a boate transmitia seus espetáculos pelo rádio, o que significava uma audição regular.

Em 4 de fevereiro de 1939 casa-se com Nancy e tiveram 3 filhos: Nancy Sandra, Frank JR. e Cristina.

Vieram então uma sucessão de convites para trabalhar como crooner. Primeiro foi Harry James, depois Tommy Dorsey chefe da mais famosa e bem paga orquestra do país. Sua primeira gravação com Dorsey foi The sky fell down em 01 de fevereiro de 1940 e a última foi Light a candle in the chapel em 02 de julho de 1942. Em setembro deste ano deixou a orquestra para seguir como cantor independente. Essa sua experiência com Dorsey foi de fundamental importância para a sua carreira, pois vendo o maestro tocar seu trombone, aprendeu praticamente tudo sobre fraseado melódico e controle de fôlego. Adaptou ao canto o estilo envolvente e quase sem pausa do trombone de Dorsey.

Em 1942 a revista Billboard citou-o como o vocalista masculino n° 1; a Down Beat elegeu-o melhor crooner, desbancando, inclusive, Bing Crosby e a revista Metronome apontou-o como o melhor vocalista do ano. Era o fim de Sinatra crooner e o início de Sinatra fenômeno. Com uma simples aparição no palco do Teatro Paramount, ele era a estrela. As garotas berravam, empurravam-se, desmaiavam, jogavam-se em cima dele, arrancavam-lhe pedaços da roupa. Durante as 8 semanas que se apresentou no Paramount as cenas de depredação e histeria foram uma constante. A direção do teatro teve que contratar guardas para controlar o público e elaborar planos complicadíssimos para garantir a chegada e a saída do astro. Ele recebia cerca de duas mil cartas de fãs por semana.

Foi nesta década de 40 que Sinatra atingiu o mais alto grau de popularidade. Gravou 300 músicas para a Columbia, tornou-se “The Voice”, foi transformado no “rei dos desmaios”, suas roupas viraram moda e seus salários eram astronômicos.

No cinema ganhou seu primeiro Oscar com The house I live (1945) e conseguiu um milagre: era aceito tanto pelos intelectuais quanto pela massa.

Nesta época seu casamento começa a ser abalado. Ele estava deslumbrado com a sua aceitação junto às mulheres. Mais tarde mantém com Lana Turner um romance notório demais, impossível de ser camuflado.

Lá pelos meados de 1948 seu prestígio começou a declinar em virtude de muitos problemas como a separação de Nancy, seus casos amorosos freqüentes, brigas com a imprensa que geraram um esgotamento nervoso tamanho que sua voz começou a se ressentir.

 


Em 17 de setembro de 1952 ele grava Why try to change me now, seu último trabalho com a Columbia, ele chega ao seu ponto mais baixo. Depois de anos seguidos no alto das paradas de sucesso, agora se confronta com um público indiferente, uma imprensa hostil e uma desastrosa vendagem de discos.

Em 07 de outubro de 1946 Sinatra e Nancy se separam. Dias antes, numa festa em Palm Springs ele dança a noite toda com uma moça que estava acompanhada de Howard Hughes, era Ava Gardner. Os amigos de Sinatra entram em ação e conseguem que ele se reconcilie com Nancy sob as luzes de um espetáculo do comediante Phil Silvers.

Quando da pré-estréia do seu filme On the town, no Radio City Music Hall, em dezembro de 1949 ele se reencontra com Ava Gardner e o envolvimento de ambos destruiria os dois casamentos e a carreira de Sinatra. Ele, perdidamente apaixonado e com a carreira em baixa clamava pela companhia de Ava, mas esta estava às voltas com sua carreira de atriz, que estava em ascensão e permanecia ausente da vida de Sinatra. Foi quando ficou arrasado por saber que Ava estava vivendo um romance com o toureiro Mário Cobre que no filme fazia o papel de seu amante. O estresse fez com que Sinatra perdesse totalmente a voz, sofrendo também uma hemorragia submucosal, tendo que ser substituído, no Copacabana, por Billy Ekstine. Mas Sinatra a ama muito e este relacionamento, mesmo aos “trancos e barrancos” dura até 1957. Nesta época sua carreira ainda está em baixa e a de Ava no topo.

Em outubro de 1964 no set de filmagem de Von Ryan Express Sinatra encontra uma atriz 30 anos mais jovem que ele – Mia Farrow. Em abril de 1965 num baile de caridade em Hollywood os dois aparecem em público pela primeira vez. Em 19 de julho de 1966 Sinatra e Mia casam-se em Las Vegas numa suíte do Hotel Sand’s. Começam então as primeiras rusgas, mas mesmo assim, em 1967, ela concorda em filmar The detective com o marido. Em outubro do mesmo ano, quando ele espera ansioso a mulher para iniciarem as filmagens recebe a notícia de que ela havia aceitado o convite de Roman Polnaski para filmar Rosemary’s baby onde teria o papel principal. Mia é substituída por Jacqueline Bisset no filme The detective e em 22 de novembro Sinatra informa que ele e Mia concordaram com uma separação provisória. Em 15 de agosto de 1968 Mia e Sinatra divorciam-se no México.

Após um longo período sem se envolver seriamente com ninguém em 12 de julho de 1976 casa-se, numa cerimônia simples na casa do amigo Walter Annenberg, com Bárbara Marx.

A necessidade que Sinatra tinha de manter um constante círculo de amigos leais era uma de suas mais fortes características. Houve tempo em que era vizinho de Humphrey Bogart e que na casa se reuniam com freqüência e sem nenhuma formalidade, diversos artistas. Chamado inicialmente de Free Loaders e depois de Rat Pack, o grupo que se transformou no clã de Sinatra era integrado por Judy Garland, Sid Luft, John Huston, Mike Romanoff, David Niven e Lauren Bacall, Dean Martin, Sammy Davis Jr., Peter Lawford, Joey Bishop, Tony Curtis, os compositores Jimmy Van Heusen e Sammy Cahn e Shirley McLaine que era a mascote.

Em 1960 o clã entrou de cabeça na campanha eleitoral de John Kennedy. Eleito presidente, Kennedy deu a Sinatra a honra de organizar o baile de sua posse. O objetivo não era somente celebrar a vitória mas também trabalhar pela recuperação dos cofres do Partido Democrata que terminara a campanha eleitoral com um déficit de US$ 4 milhões. O baile angariou US$ 1,5 milhões. Na ocasião Kennedy falou: “Todos nós estamos em débito com o grande amigo Frank Sinatra, que desde o primeiro momento conseguiu muitos votos para os democratas em Nova Jersey”. A amizade de ambos estava no apogeu mas logo começaram a se afastar em razão de muitas pessoas não concordarem com a presença de um representante do show business na Casa Branca. Quem mais trabalhou para o afastamento foi Robert Kennedy que apontava o cantor como responsável pela entrada de Marilyn Monroe na intimidade do presidente.

Vencedor também como homem de negócios, nunca permitiu que a fama ou o prestígio o transformasse num homem insensível, muito pelo contrário sempre foi um homem de grande bondade. Quando o ator Lee J. Cobb sofreu um ataque cardíaco ele além de visitá-lo todos os dias pagou-lhe todas as despesas hospitalares. Quando George Raft estava totalmente falido e devendo muitos impostos atrasados, Sinatra lhe deu um cheque em branco para que pudesse superar suas necessidades. Em 1962 viajou durante três meses pelo México, Tóquio, Hong Kong, Israel, Atenas, Roma, Milão, Londres, Paris e Monte Carlo angariando renda com seus espetáculos para doar para diversas fundações que cuidavam de crianças pobres. E muitas outras obras, tanto que em 1971 recebeu o Oscar por Serviços Humanitários, a maior das condecorações dada por Hollywood a um artista.

Em 02 de fevereiro de 1980, Roberto Medina trás Frank Sinatra para cantar no Brasil. Ele lota o Maracanã. São mais de 150 mil pessoas que se aglomeram para ouvir “A voz”.

No Rio, um amigo do peito – Jobim. Tom e Sinatra trabalharam juntos dois anos gravando dois discos. Tom foi o único compositor do planeta a quem Sinatra deu a honra de gravar dois discos só de músicas de sua autoria. A amizade de Frank por Tom não pára aí. A 26 de janeiro de 1977, duas da manhã, o telefone tocou na redação do jornal “O Globo”. Era uma ligação de Fort Lauderdale, Flórida:

- Aqui quem fala é Flip Wilson secretário de Mr. Sinatra. O New York Times nos deu o seu telefone pois precisamos de uma informação. Vocês sabem o telefone do Sr. Antonio Carlos Jobim?

Quando o repórter diz o número ele retruca: “Mas é este o número que estamos tentando o dia inteiro. Não conseguimos completar a ligação”. Neste momento o repórter ouve mais uma pessoa na linha. Era Sinatra: “É para desejar muitas felicidades a ele que hoje está completando 50 anos. Faça o favor de transmitir nossos votos ao Mr. Jobim”.

Frank Sinatra morre em 14 de maio de 1998. Ele viveu uma vida intensa, mas do que isso, foi do jeito dele.

Artigo de Cybele Meyer.




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