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Repensando a educação - educação solução - guerra, pobreza, opressão, violência e consumismo - A educação é tudo - dicotomia problema e solução - Paulo Freire

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Repensando a educação
Com a educação, notoriamente temos a solução! Para a guerra, pobreza, opressão, violência e consumismo: "A educação é tudo".




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Vimos veiculadas nos meios de comunicação frases como essa, que apontam a direção, vislumbram os horizontes e clareiam os caminhos. Frases essas que ao mesmo tempo se apresentam vazias, utópicas, atônitas.

Nessa dicotomia problema e solução, encontramo-nos arraigados numa educação que faz do indivíduo, um mero observador da sociedade, muitas vezes incapaz de ser sujeito da sua própria realidade. Ele percebe os conflitos que fazem parte da sociedade, mas não encontra a resolução para os mesmos.

Precisa-se, hoje, retomar o conceito de educar, repensar, redimensionar as suas características e, conseqüentemente, promover a sua transformação. A educação integrada ao coração da sociedade é capaz de produzir uma profunda modificação na realidade social, através do desenvolvimento do conhecimento num aprender a viver juntos. Uma educação dialogante que estabeleça a autêntica comunicação da aprendizagem entre as pessoas.

Com o olhar de Paulo Freire, a educação escolar busca promover a autonomia numa sociedade diversificada e repleta de muitas culturas, contribuindo ainda para uma formação democrática e libertadora.

A educação atual precisa estimular a aprendizagem do aluno, despertando a curiosidade e encontrando formas de motivá-lo a tornar o estudo mais interessante. Traçar seus próprios caminhos, interagindo com o ambiente de cooperação e construção. O ambiente educacional deve possibilitar partilha de conhecimentos e aprendizagem de grupo num processo dinâmico, de promoção da autonomia, influindo no seu desenvolvimento. Assim é possível formar seus próprios conceitos e opiniões.

Freire salienta que educar não é mera transferência de conhecimento, mas sim conscientização e testemunho de vida, senão não terá eficácia.

No princípio e práticas do seu método, teoria de conhecimento, método de aprender e ensinar, enxerga-se que os alunos das nossas escolas não são depósitos de informações. É urgentemente preciso que os reconheçamos como indivíduos capazes de construir o próprio conhecimento, estabelecendo relações com as experiências vividas dentro do seu contexto social. No entanto, é necessário despertar no aluno, sujeito da sua própria história, uma nova forma de viver. A construção do conhecimento para sua libertação no campo cognitivo, social e político.

Na horizontalidade, deve-se professor e aluno trilharem juntos o caminho para reconstrução de uma sociedade mais justa. Refazer-se, reesignificar-se e redimensionar-se; cabe a prática de toda estrutura educacional que precisa conscientizar-se de que ensinando se aprende e aprendendo se ensina, resultando na transformação da realidade atual.

Tendo em vista que o conhecimento não é estático, que continuamente sofre transformações e é sempre reconstruído, a educação não pode colocar o aluno apenas como observador, é necessário intervir para ampliar a visão de mundo.

Sabiamente, o filósofo Paulo Freire estabelece a construção do conhecimento do aluno, através da troca com o professor que interage de forma mediadora, sem autoritarismo e arrogância, em que o aluno produz sua própria cultura, partindo da sua situação real vivida, recriando conhecimentos já adquiridos. Assim resulta uma autêntica solidariedade entre aluno e professor.

Enquanto muitas vezes os governantes se voltam para a fome biológica do país, esquecem que a mesma é resultado da fome do conhecimento, do saber. É ela que origina todas as outras fomes da paz, da justiça, do consumismo político.

 


A carência educacional gera desemprego, violência e alienação, que vedam ao cidadão a conquista da sua autonomia moral e intelectual. A educação deve permitir que o aluno viva o seu tempo, compreenda o seu contexto e os conflitos nele existentes, conscientizando-os a uma tomada de posição, intervindo nesse tempo e nesse espaço para a transformação e construção de um mundo melhor.




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Para tanto, é necessário um compromisso maior dos governantes com escolaridade de qualidade, investindo numa melhor profissionalização dos professores. Partindo do princípio de que o professor do nosso cotidiano viva em constante conflito com a desvalorização do seu trabalho, em que a sua profissão é subestimada, fruto do descaso dos governantes, caberá a ele acreditar que nas suas mãos está a capacidade de transformar o mundo, através de uma educação que enfatiza a convivência solidária."

Um olhar sob a luz de Paulo Freire deve dar um tempo novo à escola. Deve-se buscar, com coragem e sabedoria, as ferramentas necessárias para fazê-la, formando valores humanos que durem a vida toda e promovam mudanças significativas. Propiciar soluções para os problemas do mundo atual. Com tantas perturbações em que o mundo vive, nada é tão evidente e necessário como o investimento na educação, sendo ela a única solução para violência.

A educação é o caminho mais plausível a oferecer retorno. É preciso uma interação para que haja renovação num mundo, renovação de conceitos, valores, postura e ética. Para que a educação seja tudo no país, é preciso transformá-la em uma educação libertária para a paz, igualitária para todos.

Tendo papel singular e fundamental no desenvolvimento das pessoas, a educação escolar deve preparar para o exercício da cidadania, compreensão mútua entre os povos e a concretização da democracia, preocupando-se também com a ética.

Para o alcance desse objetivo se faz necessário construir novas políticas educacionais que libertem o pensamento das tradições opressoras. Segundo Freire, uma educação dialogante que estabeleça relação do conhecimento com a alma, sentimentos e emoções. É preciso saber conhecer, fazer e ainda é preciso saber ser juntos.

Mediante o novo milênio no qual nos encontramos, a estratégia mister é resgatar a nação brasileira através da educação que precisa ser olhada por novos ângulos; sendo necessário uma observação sistemática dos meios de educação, sabendo-se que os instrumentos para uma vida melhor se encontram na produção e progresso do conhecimento. Este, portanto, deve buscar a promoção humana.

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Quem é Paulo Freire?
Paulo Freire nasceu no Recife em 19.09.1921 e morreu na cidade de São Paulo em 02.05.1997. Paulo Freire é conhecido em todo o mundo como o autor de um método revolucionário de alfabetização de adultos. Paulo Freire também elaborou uma compreensão abrangente de educação baseada na leitura da palavra e do mundo.

Artigo de Lucilene Tolentino Moura.

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