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Carência de professores
Como melhorar a qualidade do ensino no Brasil se faltam professores? E o número é simplesmente assustador e foi divulgado por uma estimativa feita pelo próprio Ministério da Educação. Segundo o Ministério, faltam 710 mil professores no país, 235 mil só no ensino médio. Já de quinta a oitava série o número dobra, vai para 475 mil.




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Não existe educação sem professor. Algumas escolas públicas têm professores, ainda cursando faculdade, e muitos só com o ensino médio, lecionando ao mesmo tempo matemática, geografia, história, biologia. Como chamar de educação uma prática baseada no improviso, não no planejamento cuidadoso, visando à formação da criança e do adolescente?

Falar em educar é muito fácil. Pôr em prática um projeto de educação exige seriedade, profissionais competentes e bem remunerados. Há muitas vagas para professores, mas os baixos salários e a falta de segurança em muitas escolas públicas acabam fazendo com que profissionais que gostariam de exercer a profissão, porque têm vocação para isso, partam para atividades distantes da escola.

Já encontrei professores de matemática e língua portuguesa trabalhando como taxistas, vendedores, radialistas.

Queriam continuar lecionando, mas não conseguiam sobreviver com os baixos salários e também viviam conflitos intransponíveis como ameaças e falta de material básico para trabalhar em sala de aula como giz e papel sulfite.

E um país que não leva a sério a educação, isso é mais do que sabido, não se desenvolve, não cresce como deveria, e abre espaço para que a violência cresça de forma cada vez mais acelerada.

As promessas dos políticos esbarram nos próprios números fornecidos por eles. O Ministério da Educação, ao revelar que faltam 710 mil professores na rede pública, deveria em seguida apresentar um plano para que esses números sejam reduzidos drasticamente num período de quatro anos. Mas não, os números continuam lá em cima e qualidade da educação lá embaixo.

 


Há professores da rede pública que lecionam em três ou quatro escolas para garantir um salário abaixo do razoável. Esse professor não tem tempo para se reciclar, para se atualizar, ele passa a ser um mero reprodutor de informações desatualizadas que não atraem nem educam o aluno.

O salário de um professor nos anos 50, do século XX, equiparava-se ao de um juiz, hoje é cerca de dez vezes menor. Quando vai diminuir essa distância assombrosa que separa o desenvolvimento do atraso? Pagar mal quem ensina é contribuir para um analfabetismo funcional pernicioso e permanente. Temos que escapar desse labirinto que nos joga no abismo cada vez mais.

Não sou pessimista, mas não finjo que está tudo bem, quando na verdade não está.

Artigo de Jaime Leitão.

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