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Adilson Luiz Gonçalves - Publicado em 26.10.2006


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Como definir os políticos?

Após vários estudos chegou-se a uma provável caracterização da espécie, com base no modelo estabelecido por Lineu. Sua base é o “homo politicus”, comum a todos os seres vivos; e sua primeira mutação é denominada “homo candidatus”. Ela, como todas as espécies vivas, apresenta variedades, dentre as quais podem ser mencionadas: o “homo politicus honestus”, o “homo politicus idealistae” e, na pior das hipóteses, o “homo politicus carreiristae”. Como as duas primeiras têm-se mostrado raras, a última, dominante, vulgar (em todos os sentidos) e extremamente “viva”, merece maiores estudos. Consta que Darwin chegou a pensá-la como possível “elo perdido”, mas concluiu que ela não tem capacidade de unir nada, só de subtrair e dividir...

Seus espécimes são, basicamente, mamíferos (adoram mamar nas tetas da nação) e predadores vorazes. Dessa forma, estão no topo da cadeia (melhor seria trancafiados numa) parlamentar, digo, alimentar. Vivem em bandos denominados “partidos políticos”, onde desenvolvem intensa luta por poder ou, simplesmente, se submetem lucrativamente, sem nenhum escrúpulo, a ele.

Numa primeira análise, eles aparentam asseio, pois vivem lavando as próprias mãos, e as dos outros. No entanto, eles têm vida promíscua, com atividade sexual ativa entre si (acusações de corrupção, ameaças com dossiês, etc.). No entanto, têm predileção por abusar do povo.

São extremamente adaptáveis ao meio, tendo o parasitismo e o mimetismo como principais características de sobrevivência. Sua incrível resistência e insensibilidade aos agentes externos decorrem do desenvolvimento, ao longo de sua “evolução”, de uma impenetrável carapaça, que dizem ser muito legal. Além disso, são absurdamente férteis. Por tudo isso, o “homo politicus carreiristae” é considerado uma praga oportunista de difícil erradicação.

Disseminada em nosso país, ela vem sendo insistentemente combatida com uma vacina denominada voto, mas sem resultados significativos. Parece que o meio ambiente onde suas “culturas” proliferam a torna inócua. Outra tentativa de controlar essa praga é a utilização do coquetel: “CPI” + “Justiça”, mas, quase sempre, esse tratamento apresenta problemas de contaminações que afetam os resultados. Tratamentos de choque tampouco resolvem, em razão do “apagão” moral e ético da maioria que o aplica. O máximo que esses tratamentos alcançam é, eventualmente, a hibernação de alguns espécimes por um curto lapso de tempo. No entanto, logo em seguida eles ressurgem, no mesmo ou em outro local, com voracidade e capacidade letal redobradas.

O problema é que o “homo politicus carreirista” está sempre em mutação involutiva (degenerativa) e multiplicação em escalas geométricas, prejudicando seu controle e colocando as demais espécies em risco, com sua ação predatória, que provoca: fome, desemprego, ignorância, analfabetismo, degradação moral, violência, empobrecimento, devastação e corrupção. Tudo isso leva a crer que eles também são hematófagos, sádicos e crônicos.

Ainda não inventaram uma forma efetiva e duradoura para controlar sua proliferação e instintos. O voto continua sendo a única alternativa pacífica... Portanto: seja obrigatório ou não, eficiente ou não, vacine-se, quer dizer, vote! Não se anule, nem anule o seu voto! Não se renda nem sirva a essa praga!

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