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Manifesto contra o continuísmo degradante no momento histórico político
Antonio Carlos Lopes - Publicado em 17.10.2006
“Que cada homem grite: há um grande trabalho destrutivo, negativo, a executar, varrer, limpar. A propriedade do indivíduo se afirma após o estado de loucura, de loucura agressiva, completa, de um abandonado entre as mãos dos bandidos que rasgam e destroem os séculos.” Tristan Tzara (1896-1963)
- “Novamente o momento ruim, que se afirma, mais uma vez ao sabor amargo do continuísmo degradante de nossa política.”
- “Sob a cor desbotada e o sabor insípido da vitória do oportunismo voraz da ambição.”
- “Insurge novamente a velha postura política, desafiadora e alérgica aos valores e bons princípios éticos.”
- “Crer no homem-político, seria um despojo?, uma perda de consciência?, a confirmação de uma metafísica da canalhice?”
- “Ao escrever uma ode ao canalha, haveria na sua estrutura poética, a construção de versos com as imprescindíveis temáticas: desonestidade, injustiça, insensatez, e tantas outras...”
- “Os abutres estão em estado de euforia, as carniças garantidas, suas rapinagens, continuarão por mais um longo período de atividades ilícitas e corruptas.”
- “Preocupa-me a aceitação passiva das atitudes corruptas dos políticos, por muitos cidadãos. Seria uma espécie de consagração dos atos corruptos, como sendo perfeitamente normais, na ação personificada pela atitude em levar vantagens, trapacear, através de artimanhas, em situações diversas, sobrepor uma condição.”
- “Insulto a elite do poder, porque suas conveniências, contribuem para um estado de coisas desfavoráveis, nas camadas sociais desprovidas, excluídas de uma condição mais justa e digna.”
- “Insulto aqueles que se favorecem do dinheiro público, que no seu transe de ambição, na sua incontrolável “doença”, ignoram sua condição humana.”
- “Exalto aqueles que fazem da dignidade sua liberdade, não se curvando diante do jugo maléfico desses canalhas.”
Quem é Tristan Tzara?
Tristan Tzara é o pseudônimo de Sami Rosenstock (1896-1963), escritor, poeta e ensaísta francês nascido na Romênia. Sami Rosenstock escolheu o pseudônimo que significa “Triste Terra” em protesto contra o tratamento à comunidade judaica na Romênia. Tzara foi um dos fundadores do movimento dadaísta em Zurique. Nos anos 1930 ingressou no movimento surrealista, filiou-se ao Partido Comunista e durante a Segunda Guerra à Resistência Francesa.
Principais obras de Tristan Tzara
L'Homme approximatif (O homem aproximativo), 1931; Parler seul 1950 e La Face intérieure 1953.
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