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Cybele Meyer - Publicado em 14.02.2007

Hoje não vou escrever matéria nem artigo, somente quero deixar aqui registrado minha indignação.

Ao ouvir a notícia do que este monstro – tenho que chamá-lo de monstro porque chamá-lo
  Crime bárbaro nas ruas do Rio de Janeiro
 


 

de animal é agredir e muito este ser vivo incapaz de atentar contra a vida de outro ser da mesma espécie – fez contra a vida daquela criança indefesa para obter um bem material que não lhe pertencia, fiquei em estado de choque como todas as pessoas que tem no peito muito mais que um coração batendo.

E saber que tudo isto foi ocasionado por um ladrão que para roubar o carro de outrem não se incomodou com a vida daquele menino que mal começara a viver, e apesar de toda sua inocência teve este fim tão chocante e tão cruel.

Quando hoje leio a manchete de que ele se “arrepende” do que fez, a minha revolta aumenta ainda mais. Ele não está arrependido de forma alguma, ele está é com medo. Ele teve sete quilômetros para se arrepender enquanto arrastava pelas ruas aquela criança inocente, e por mais que fosse alertado, em momento algum parou o carro, nem ao menos diminuiu a velocidade.

Houve quem viu o carro andando em zigue-zague tentando desprendê-lo do cinto de segurança, mas não com a intenção de salvá-lo, pois se assim quisesse, o outro ser abominável que se encontrava também dentro do veículo o teria puxado para dentro do carro, nem que fosse pelo próprio cinto de segurança. Na verdade, ele tentava soltá-lo ziguezagueando, pois o fato da criança permanecer presa estava atrapalhando seus planos de sumir com o carro.

Este tipo de ser, que nem sei que qualificação dar, não tem sentimento, logo não pode estar arrependido.

Eu lhe desejo, que o barulho do menino chocando-se contra o carro lhe persiga por todos os segundos de sua vida.. Que você não tenha uma noite sequer de sono tranqüilo. Esta será a maior das punições, Que esta cena lhe acompanhe a cada piscar de olhos, a cada respirada que você der e que enquanto você viver, você não tenha um único minuto de paz. Que a sua mente não o perdoe jamais.

Isto é o que eu lhe desejo, seu monstro...

Cybele Meyer é mãe, artista plástica, psicopedagoga e ser humano.

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