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Graziele Ferreira - Publicado em 23.04.2007


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Dentre tantas funções e atribuições, que um Orientador Educacional possui, talvez a comunicação e interação com a família seja um dos mais importantes papéis que esse profissional realiza. Porém, esta ação em muitos casos fica restrita somente à comunicação por meio de telefonemas ou atendimentos aos pais feito dentro da própria escola, o que não deixa de ser uma ação importante.

Quando o Orientador Educacional, vai além do âmbito escolar, fazendo visitas domiciliares, ele se depara com o educando dentro de seu ambiente, da sua casa, do seu mundo e do seu convívio com a família.

E indispensável para o trabalho do Orientador Educacional, o conhecimento prévio de como o educando se relaciona com a família e com isso tentar convencer os integrantes da mesma, quanto às suas obrigações de educação e fornecer-lhes, sempre que necessário orientação para o bom desenvolvimento das mesmas.

A visita domiciliar tem o objetivo de orientar a família do educando, quanto às mais eficientes maneiras de colaborar com a escola na educação de seus próprios filhos, assim, o orientador educacional vai conscientizar a família do que ela pode fazer, apesar de suas muitas limitações quanto à educação de seus filhos, e a escola sozinha, está longe de poder realizar toda a tarefa de adequada formação dos educandos.

Na visita, o orientador vai criar um clima de cooperação e gerar condições para um trabalho construtivo e positivo, e acima de tudo, atrair a família para a escola. Além disso, o orientador vai conhecer melhor o nível sócio-econômico, cultural e educacional da família.

Para proporcionar uma educação de qualidade é necessário que a escola entenda cada indivíduo como um ser único, pertencente a um contexto social e familiar que condiciona formas diferentes de viver, pensar e aprender. É necessário obter espaço para refletir sobre a realidade em que o educando e sua família estão inseridos, ou seja, tudo o que contribui para a situação de aprendizagem em que se encontram.

A situação social e econômica vigente, marcada pela concentração de renda e pela exclusão social, além de afetar as condições de vida das famílias menos favorecidas, agride diretamente na construção de sua identidade e cidadania, levando a formas diferentes de viver e criar seus filhos, dentro de uma cultura própria da região em que residem. Este quadro é bastante complexo e repercute diretamente sobre a educação das crianças e suas famílias. Faz-se necessária, portanto, uma discussão maior sobre a situação educativa e seus determinantes sociais e ambientais, tendo como ponto de partida a Educação como direito, garantido por lei.

Enfim, a visita domiciliar auxilia a escola a obter informações importantes sobre o cotidiano do educando e com isso ajuda-lo, entende-lo e ajusta-lo ao meio educacional.

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