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Resenha do filme Geração Roubada - Crítica do filme - Ficha do filme. Aborígines e Estado Australiano: sangue, civilização, segregação racial e... coelhos

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Aborígines e Estado Australiano: sangue, civilização, segregação racial e... coelhos
Pensar em um filme sobre a Austrália nos remete quase que sempre à série “Crocodilo Dundee”. O que mais há na Austrália além de “Crocodilos Dundee”? O que aquele imenso e desconhecido país tem a nos oferecer além de surfistas, bumerangues, cangurus, coalas e ornitorrincos?




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Quando se lembra na Austrália, geralmente se esquece da sua população original: os aborígines. Até sabemos que existiam índios nos EUA, afinal eles atacavam os mocinhos nos Westerns e, por serem tão hostis aos mocinhos, teriam sido apagados do mapa.

Mas o que dizer da população original da Austrália? Desconhece-la totalmente já é um indício de que há algo errado. O filme “Geração Roubada” aborda exatamente esta questão. Segundo filme mais assistido na Austrália em 2002, rodado com apenas US$ 3 milhões, e vencedor do Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro pelo público na 27ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, este filme nos apresenta o oposto da imagem criada por “Dundee”.

Um pouco de história...
Se “Geração Roubada” é o oposto de “Crocodilo Dundee”, podemos dizer que também a Austrália também é uma oposição. Esta diferença se dá devido a enorme maioria da população ser branca, ocidentalizada e descendente dos britânicos, e os 2% restantes, aproximadamente 350.000 indivíduos, serem das diversas etnias aborígines.

Quando os ingleses chegaram à Austrália, em 1788 – pouco depois de perderem suas principais colônias, os atuais EUA – aquela região era povoada por mais de 2000 diferentes etnias, que viviam lá a mais de 150.000 anos com uma forma de vida bastante arraigada à terra: eram em sua maioria caçadores e nômades, tendo sacralizado alguns fenômenos naturais e acidentes geográficos. Para os ingleses, aquele novo continente foi considerado terra nullius, ou seja, terra-de-ninguém. Afinal, não havia pessoas vivendo lá, mas sim alguns “remanescentes do Neolítico”, como diziam.

Inicialmente terra de degredados e presos, a Austrália passou a chamar a atenção dos ingleses quando estes descobriram ouro em suas terras. Uma febre imigratória ocorreu e, rapidamente, começou a colonização das terras de seu interior. Aos aborígines restavam alguns trabalhos de menor qualificação nas fazendas, ou então o trabalho de guias. Aos demais, a expulsão para terras cada vez mais distantes através da expansão da fronteira branca.

Esta invasão desestruturou totalmente a sociedade aborígine. Armados de flechas e lanças, não eram páreo para fazendeiros e mineradores com seus rifles Remington. As terras começaram a ser cercadas, os locais sagrados destruídos, e a tradicional vida nômade de caça passou a ser cada vez mais difícil. Paralelamente ao massacre proporcionado pelas armas, chegaram as doenças: varíola e gripe, que conseguiram com muito mais eficiência e em menor tempo, dizimar a população nativa.

A independência chegou em 1905. Os diferentes estados se organizaram na forma de uma federação e continuaram sua expansão. Porém, à esta época, já havia um enorme problema afligindo aos fazendeiros: os coelhos.

Trazidos pelos ingleses ainda no século XIX, os coelhos encontraram na Austrália o ambiente ideal para a sua reprodução: clima e vegetação propícios e a inexistência de predadores naturais. Rapidamente regiões cada vez maiores da Austrália passaram a ser literalmente devastadas pelos coelhos. Tomou-se então, uma medida drástica: o governo construiu uma gigantesca tela de proteção que dividia o país em dois: um civilizado, branco, agrícola e à prova de coelhos; e o outro, selvagem e infestado de coelhos.

Dentro deste contexto, as populações aborígines eram empurradas cada vez para mais longe. Afastadas de suas regiões de origem, sem poderem caçar nem manter sua vida nômade, muitas etnias passaram a depender diretamente das rações alimentares e de vestimentas oferecidas pelo governo.

O Estado de Western Australia (Austrália Ocidental) foi o primeiro a estabelecer leis discriminando e segregando a minoria aborígine da maioria branca. Os nativos ficaram restritos, em sua maioria, às reservas nas fronteiras da linha dos coelhos. E, quando eram enviados às cidades, eram impedidos de ter acesso à certas regiões, bem como a inúmeros direitos civis.

Foi instituído nesta época o cargo de Protetor-Chefe dos Aborígines. Este era responsável pelo “bem-estar” dos nativos, podendo selecionar quais crianças desta população seriam retiradas de suas famílias e levadas aos “centros educacionais”, para aprenderem a viver como brancos.

Tais “centros” eram, na realidade, campos de concentração de aborígines, nos quais as crianças eram obrigadas a abandonar seus idiomas e costumes tradicionais, e assumirem uma orfandade. Passado este estágio, eram então, catequizadas e ensinadas a trabalhos da mais baixa qualificação: para os rapazes trabalhos agrícolas ou manuais urbanos, para as moças prendas domésticas.

Após saírem dos “centros educacionais”, os jovens aborígines agora “civilizados”, eram enviados a famílias de toda a Austrália, que passavam a ser responsáveis por eles, inclusive por seus casamentos.

Um detalhe sórdido era escondido dentro deste sistema: somente crianças mestiças eram levadas aos “centros educacionais”. Estas poderiam casar somente com brancos para que seus traços sangüíneos aborígines fossem apagados em três ou quatro gerações. O discurso oficial de “civilizar os aborígines” se tornava insustentável diante do fato de que em uma mesma família, crianças mestiças foram levadas, e crianças “100% aborígines”, não.

Em 1937, a Federação Australiana proclamou uma lei na qual os aborígines do centro e do norte, que fossem mestiços, deveriam ser “civilizados” de forma continuada. Em 1951, esta lei foi estendida a todos os aborígines da Austrália. Com o tempo, desapareceria o problema aborígine.

Entre 1910 e 1960, período em que a transferência de crianças de suas famílias para os “centros educacionais” esteve em seu auge, calcula-se que de 10 a 30% de todos os nascidos aborígines foram levados. Nenhuma família ficou intocada. A partir da década de 1960, este processo diminui gradativamente, até que em 1972 tal lei é finalmente abolida.

“Geração roubada” foi o nome dado à todas estas gerações de crianças aborígines levadas de suas famílias para a “civilização”. Quando o filme foi lançado, em 2002, o governo federal afirmou que o livro com o qual este se baseou e, o próprio filme, narravam mentiras. Resta lembrar que este mesmo governo, foi um dos poucos que respondeu prontamente à solicitação de tropas por parte de George W. Bush, para as invasões do Afeganistão e do Iraque.

Em 1997, a Justiça Australiana havia deliberado que o ocorrido com as “gerações roubadas”, havia sido um genocídio. Porém, negou quatro pedidos de ressarcimento estatal aos descendentes destas pessoas e de seus familiares. A alegação foi de que os pais haviam consentido com a retirada das crianças. Há imprecisões, pois estes pais eram analfabetos, e muitas vezes nem compreendiam o idioma inglês. Sua “assinatura” era na realidade um “X” em uma folha.

O filme Geração Roubada
“Geração Roubada” é intitulado originalmente “Rabbit-Proof Fence”, o que em uma tradução literal significa “Cerca à prova de coelhos”. Enquanto que o título em português trata o tema de forma global, destacando o fato de que aqueles personagens foram apenas peças em um grande jogo, o título em inglês nos oferece outras interpretações: a primeira e mais óbvia diz respeito ao caminho seguido pelas heroínas: a cerca. Por outro lado, podemos pensar nesta não como algo que apenas separa as fazendas dos coelhos, mas sim como algo que separa a “civilização” da “barbárie” na Austrália, ou seja, em último caso, brancos e aborígines.

O filme narra a história verídica das irmãs Molly (14 anos), Daisy (10) e sua prima, Gracie (8). Elas foram retiradas de suas mães em 1931 através do sistema comandado pelo Protetor-Chefe dos Aborígines, o Sr. A. O. Neville.

Reconhecida sua mestiçagem, as garotas foram retiradas de suas famílias e sua comunidade, na região de Jigalong, e levadas de trem, dentro de jaulas, até o “centro educacional” de Moore River (Moore River Native Settlement).

Lá, foram recepcionadas pelas religiosas que comandavam o local, e tiveram que se adaptar rapidamente ao novo sistema: foram proibidas de conversar em seu idioma, tomaram banhos, trocaram de roupas e passaram a obedecer a severa hierarquia e disciplina. Rapidamente, Molly liderou a irmã e a prima para uma fuga: era inconcebível permanecer naquele local.

O filme desenrola-se então a partir deste ponto: as meninas fogem desesperadamente do Sr. Neville (apelidado “carinhosamente” de Sr. Devil – notem a semelhança fonética no idioma inglês entre “Nevil” e “Devil”), de seu capanga Moodoo (um aborígine cuja profissão é caçar as “fujonas”) e da polícia.

O filme se torna gradativamente um drama épico. As três garotas conseguem fugir de Moore River, mas não sabem nem para onde devem ir para conseguirem chegar a casa, em Jigalong. Correm instintivamente: às vezes encontram ajuda, às vezes tem problemas. Elas não sabiam que teriam que caminhar mais de 2.500 km através do sertão e do deserto australiano para conseguirem voltar, a única coisa que sabiam é que deviam seguir a cerca dos coelhos. Em seu caminho, sem comida e sem água, são auxiliadas por alguns ex-internos de Moore River. Entre eles está o caso dramático de uma moça que, após sair do internato, foi enviada para trabalhar em uma fazenda. Mal sabia ela que, além dos trabalhos domésticos, deveria também oferecer serviços sexuais ao patrão.

 


O filme foi baseado no relato de Doris Pilkington Garimara, uma das filhas de Molly. Dirigido pelo badalado Phillip Noyce, de “O Colecionador de Ossos”, “Perigo Real e Imediato”, e “O americano tranqüilo”, utilizou como atrizes-mirins, garotas que são filhas da “Geração Roubada”: apesar de suas feições serem de mestiças, não sabiam pronunciar sequer uma palavra dos idiomas aborígines.




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Obviamente, o filme gerou grandes discussões e controvérsia na Austrália. Um assunto que é um enorme tabu, escondido e negado durante décadas, foi retratado de forma esplendida nas telas: não é pra menos que foi o segundo filme mais visto em 2002 naquele país. Para os conservadores, o filme é injusto com aqueles que apenas queriam levar o bem para os bárbaros. Para os descendentes dos nativos, o filme foi ainda brando de mais com pessoas que na realidade teriam sido ainda mais sanguinárias e preconceituosas.

O principal ícone deste sistema segregacionista e etnocida é o Sr. Devil. A. O. Neville realmente existiu, assim como todas as demais personagens. De 1915 a 1936, foi o Protetor-Chefe dos Aborígines, sendo que seu cargo deveria reportar-se somente ao Premiê Australiano. No filme, o Sr. Devil é retratado como alguém que entusiasticamente realmente acredita estar fazendo o bem para aquelas pessoas. Seu enorme preconceito é extravasado em frases como “indesejada terceira raça” (a respeito da mestiçagem), “avanço ao status branco” (sobre o branqueamento), “eles são nossa responsabilidade” (sobre o controle total da vida dos aborígines).

Entramos, então, na seguinte questão: apenas por uma pessoa acreditar estar fazendo “o bem” a alguém, isto a isenta de responsabilidades? O que era este “bem” que Neville acreditava estar fazendo? Era um bem aos aborígines, a ele próprio, ou à Austrália branca? Que direito ele – e tantos outros – tinha de decidir sobre a vida das outras pessoas?

Por discordar desta ingerência em suas vidas, Molly e Daisy tiveram que viver o resto de suas vidas escondidas do olhar vigilante do Estado Australiano. Transferiram-se para o “lado de lá” da cerca junto de seus familiares e, forçosamente, retornaram ao estado original de sua população: caça e nomadismo.

Porém, nem mesmo isto foi possível para conter a “luta pelo bem”: quando tinha 24 anos, Molly foi mais uma vez presa, junto de duas filhas suas, e levada para Moore River. Foge mais uma vez de lá, só com sua filha de um ano e meio, Annabelle, seguindo mais uma vez a cerca dos coelhos. Porém, nem assim conseguiria a tranqüilidade. Annabelle foi mais uma vez raptada, e desta vez não conseguiu fugir de Moore River. Voltou a ter notícias de sua mãe somente em 2002, ao assistir a “Rabbit-Proof Fence”, mas esta história será contada em um novo filme...

Exclusividade australiana?
Apesar de ser desconhecido de nós este chocante caso da História Australiana, não é novidade este sistema por lá desenvolvido. É difícil encontrarmos um dos países que atualmente se intitulam “civilizados”, “modernos” e “defensores dos direitos humanos”, que não tenha construído esta dita modernidade sobre os cadáveres de milhares de “bárbaros”.

É bastante conhecido o que foi feito pelos europeus na África e na Ásia nos séculos XIX e XX: em nome de Deus e da civilização, controlaram, dominaram, exploraram e assassinaram milhares de colonizados. Aplicando um implacável sistema de dominação, exploraram suas colônias até o máximo que conseguiram, deixando para trás um rastro de devastações nas populações e na natureza.

Após a Primeira Guerra Mundial e a crise do imperialismo, veio então o ápice deste sistema segregacionista e racista: o nazismo. Este, sim, é demonizado. Porém, o que dizer do que foi feito no Congo Belga? E sobre as atrocidades francesas na Argélia? Sobre as violências de ingleses na Índia e na China?

Se as metrópoles aplicaram duramente as teorias eugênicas e de darwinismo social, os países (in)dependentes do resto do mundo foram igualmente a fundo nestas políticas: acreditando que o caminho para chegarem ao estágio evolutivo europeu poderia ser cortado, as elites locais potencializaram o que as metrópoles vinham fazendo em suas colônias. Para estas elites, o tempo corria e era o momento de definição entre o sangue impuro e o sangue puro, entre a preguiça e o trabalho, e eles, como os legítimos responsáveis pelas novas “nações”, não poderiam permitir que seus povos permanecessem no Neolítico.

Qual a solução, então, para chegarem à modernidade e ao esplendor da sociedade européia? Branquear a população, separar civilizados de bárbaros e de preferência acabar com estes. Houve basicamente dois modelos a serem aplicados: um pode ser exemplificado com o que foi o aplicado na África do Sul, e no Sul dos EUA: separação total entre as populações – brancos e negros não deveriam ter contato entre si, e deveria haver um esforço coletivo para conter o aumento populacional negro enquanto que era estimulada a chegada de brancos.

O segundo modelo foi aquele aplicado no Oeste dos EUA e na Argentina, por exemplo: extermínio – com o uso das mais modernas tecnologias, o Estado tinha o direito de eliminar o sangue impuro e bárbaro das terras até aquele momento improdutivas.

E como entra a Austrália nesta história? Qual sua especificidade? A Austrália conseguiu unir as duas políticas em uma só, criando uma terceira. Ao mesmo tempo em que isolou seus aborígines em reservas, ao mesmo tempo em que reduziu sua população drasticamente, também tratou de impedir o surgimento de uma “terceira raça”: aqueles que eram mestiços, eram propriedades do Estado e deveriam ser cuidados para que o processo que havia começado em seu sangue, acabasse: o branqueamento.

A hipocrisia da sociedade branca, cristã e ocidental exalta sua modernidade, sua civilidade e sua cultura, opondo-se ao restante do mundo, enquanto que isto foi construído a partir de um sistema que, se aplicado hoje, seria considerado o mais bárbaro de todos. Porém, como está em um passado místico, é endeusado: a Rainha Vitória é ainda hoje o principal ícone da civilidade britânica, a corrida para o Oeste é o símbolo do crescimento Norte-Americano, a Conquista do Deserto é o marco da virada argentina para a civilidade.

Escondendo enormes interesses econômicos e um enorme preconceito racial, as elites “civilizadas” de todo o mundo, do século XIX ao XX, aplicaram com maior ou com menor intensidade um projeto que visava manter sob seu controle uma quantidade cada vez maior de recursos, enquanto que paralelamente dizimavam as populações nativas para conseguir suas terras e ao mesmo tempo alcançar o inalcançável e o inútil: a pureza racial. Hoje em dia, todo este processo pode ser descrito como “consolidação dos Estados”.

Artigo publicado em parceria com o site Klepsidra.

Saiba mais sobre a Austrália na internet:
* AIATSIS – Australian Institute of Aboriginal and Torres Strait Islander Studies (http://www.aiatsis.gov.au/)
* ATSIC – The Aboriginal and Torres Strait Islander Comission (http://www.atsic.gov.au/default.asp)
* Face the Facts (http://home.vicnet.net.au/~aar/factfile.htm)
* Journey of Healing (http://www.alphalink.net.au/~rez/Journey/)
* Lore of the Land – Reconciling spirit & place in Australia’s story (http://www.loreoftheland.com.au/)
* Yarra Healing – Towards reconciliation with indigenous Australians (http://www.yarrahealing.melb.catholic.edu.au/)

Bibliografia:
ATTWOOD, B & ARNOLD, J. (org) The struggle for aboriginal rights: a documentary history. Melbourne: Allen & Unwin, 1999.
BERNDT, R. M. (org) Aborigines and change: Australia in the 1970’s. New Jersey, 1977.
BIRD, C. (org) Bringing them home. Queensland, University of Queensland Press, s/ data.
GRIMSHAW, P., LAKE, M., McGRATH, A. & QUARTLY, M. Creating a Nation. Melbourne: McPhee Gribble, 1994.
HEGARTY, R. Is that you, Ruthie? Queensland: University of Queensland Press, 1999. KIDD, R. The way we civilize. Queensland: University of Queensland Press, s/ data.
MARKUS, A. Blood from a stone. Monash publications in History, 1986.
PRENTIS, M. D. A study in black and white: the aborigines in Australian History. Methuen, 1975.
ROWLEY, C. D. The destruction of aboriginal society. S/ local, s/ data. TUDBALL, L. Australians: our lives through time, vols. 1 e 2. Rigby Heinmann, 1988.
PILKINGTON, D. & GARIMARA, N. Follow the Rabbit-Proof Fence. Queensland: University of Queensland Press, 1996.
POAD, D., WEST, A. & MILLER, R. Contact: an Australian History. Macmillan, 1986.
QANTAS – The spirit of Australia. Rabbit-Proof Fence study guide. In http://www.enhancetv.com.au/study_it/Fence.pdf

Pôster do filme Geração Roubada (Rabbit-Proof Fence) Ficha do filme Geração Roubada
Título original: Rabbit-Proof Fence
País: Austrália
Ano: 2002
Idiomas: inglês
Diretor: Phillip Noyce
Roteiro: Christine Olsen, baseado em livro de Doris Pilkington
Gênero: Drama e Aventura
Elenco: Everlyn Sampi (Molly Craig), Tianna Sansbury (Daisy Craig), Laura Monaghan (Gracie), David Gulpilil (Moodoo), Ningali Lawford (Maud), Myarn Lawford, Deborah Mailman, Jason Clarke, Kenneth Branagh, Garry McDonald, Natasha Wanganeen, entre outros.
Baixe e assista o Trailer do Filme Geração Roubada (wmp).
Duração: 117 minutos
Avaliação no IMDB: 7,7 (16.05.2007)

Artigo de Gabriel Passetti.

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