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Socialismo na Saúde
Rodrigo Constantino - Publicado em 22.01.2008
O governo, através da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), anuncia uma série de medidas impostas às operadoras de planos de saúde e seguradoras. Estas empresas serão obrigadas a ampliar a cobertura de seus serviços, sem repassar os custos para os consumidores. A lista agora chega a quase três mil itens, e inclui até nutricionista, psicoterapia e fonoaudiologia, definindo quantas sessões por ano podem de cada um. O grau de ingerência estatal beira o absurdo total, possível somente num país com
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mentalidade predominante socialista. A matéria do jornal O Globo tinha o seguinte título: "Saúde Reforçada". Eis o grau de distorção dos conceitos por aqui. Praticamente todos consideram o governo o meio ideal para resolver os problemas. Aquele que nos toma na marra quase a metade de nossa renda, e entrega em troca serviços caóticos, é visto como uma espécie de deus aqui. Como as vítimas de "Síndrome de Estocolmo", os brasileiros amam seu algoz.
O nacional-socialismo que levou Hitler ao poder na Alemanha é um bom exemplo do que está acontecendo no Brasil atualmente. Muitos, por pura ignorância, chamam o nazismo de "extrema direita" e acham que, por isso, era uma espécie de capitalismo. Nada mais falso. O nazismo, uma outra vertente do socialismo, era totalmente anticapitalista e antiliberal. Um dos pilares básicos do capitalismo liberal é a propriedade privada. No nazismo, como nos demais tipos de socialismo, a propriedade era do Estado. Podia existir propriedade privada de jure, mas não de facto. O governo controlava tudo na economia, nos mínimos detalhes, e indicava burocratas para as empresas, decidindo o que ser vendido, quanto e para quem. Hitler teria dito: "Que significa ainda a propriedade e que significam as rendas? Para que precisamos nós socializar os bancos e as fábricas? Nós socializamos os homens".
Pois é justamente o que, infelizmente, parece estar acontecendo por aqui. Os homens, após tantos anos de lavagem cerebral, doutrinação ideológica e propaganda enganosa, acabaram "socializados". O coletivismo impera no país, o Estado é visto como o meio ideal para tudo, e há um enorme preconceito contra empresários. A mentalidade da maioria encara os consumidores como perfeitos idiotas, os empresários como safados pensando apenas em explorar os seus clientes, e os burocratas do governo como santos e clarividentes, que irão proteger os primeiros dos últimos. É preciso tutela estatal em tudo, eles pensam. Somente isso explica tanto controle estatal no crucial setor da saúde. Quando as pessoas passam a achar normal que o governo dite o que os planos devem oferecer e a que preço, é porque o câncer socialista já está em estágio de metástase.
O governo quer impor a obrigação dos planos de oferecer consultas ao psicanalista. Creio que tais burocratas é que deveriam consultar um bom psicanalista. Tanta sede por poder e ódio à liberdade só pode ser algo patológico!
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