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Diário de Winston Smith
Winston Smith é o protagonista da obra-prima de George Orwell, 1984. Num mundo em que os todos são vigiados permanentemente através da tecnologia, Winston compra um simples bloco de papel para registrar seus pensamentos


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O presente é o passado
A absoluta reconquista mexicana
George Orwell é o segundo melhor escritor britânic...
Jogador muda de nome para a Copa do Mundo de Rugby...
Corra que a polícia vem aí!
Bebê fica famoso na web antes de nascer
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Governo português, CIA, FBI e Vaticano alteram a ...
Decida pelo terceiro mandato de Lula
Curiosidades incovenientes do Pan
O Ministério da Verdade informa os próximos passos...


O passado é o presente
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A Oceania vai virar a Lestásia

1.287 sites foram tirados do ar pela agência controladora de informações chinesa. Algo parecido com que o governo do metalúrgico quer fazer. Controlar e indicar o caminho.

O motivo da censura foram "informações impróprias". A grande maioria trata-se de entretenimento adulto, mas conhecido como pornografia. Outros foram o controle de spams, jogos de azar e supertições (leia-se religiões). Não se sabe se os responsáveis pelos sites foram presos ou vaporizados.

A China controla fortemente as suas comunicações. Empresas estrangeiras tem que se adaptar para jogar o jogo. O Google News, buscador de notícias do site estadunidense, tem um filtro, na versão chinesa, que exclui todo o material contrário ao governo Chinês.

O modelo chinês é o sonho de qualquer grupo político que deseja se perpetuar no poder. E o controle da comunicação é uma parte desta conquista.

Se o modelo chinês fosse aqui adotado muitos sites seriam fechados, este inclusive. Enquanto isso, os filósofos de plantão defenderiam a todo vapor as melhorias e lutas contra os moinhos que o partido mandasse publicar.




Quem controla o passado?

"Todos esses documentos foram incinerados de acordo com a lei, e há muitos anos. O que existe de informações são as secundárias, recolhidas de fontes privadas, e depois repassadas de volta para a Comissão. Mas não há informação original nas Forças Armadas sobre este ponto.
Elas foram destruídas de acordo com as normas, sem violação. Elas não foram clandestinamente destruídas. Foram oficialmente destruídas. A lei permitia.
Isso não quer dizer que não tenha havido incineração alguma, e eu nem sequer estou afirmando que a incineração se deu em qual ou tal ano. Isso ocorreu, imagino, antes do governo Fernando Henrique Cardoso. No arquivo das Forças Armadas não há documentos. Eles foram incinerados.
O que acontece é que o ato de encontrar as ossadas é sumamente difícil. Passaram-se 30 anos, expedições foram realizadas, continuam sendo realizadas. Então vamos esperar que nós consigamos um resultado positivo. Mas ninguém pode prometer esse resultado positivo. Nós temos que continuar buscando, intensificando as nossas buscas, as investigações, com esperança de conseguir um resultado positivo. Mas ele é incerto."

José Viegas, ministro da Defesa, em 13 de dezembro de 2004

"Ninguém tem nada a esconder. Agora, não vamos admitir censura por ocasião da abertura dos arquivos do Araguaia. Ou não querem conhecer melhor, mais a miúde como eu conheço, a história do grande guerrilheiro José Genoíno? Inclusive, passou alguns anos como morto, depois de ter sido detido no Araguaia, para que os aparelhos existentes em São Paulo não mudassem de lugar e o Sr. José Genoíno pudesse, calmamente, enquanto freqüentava Brasília e São Paulo, delatar seus companheiros sem levar um tapa sequer. Genoíno não levou um tapa, um piparote sequer de um militar para entregar todos os seus companheiros.
E vamos acabar com essa história de que esse pessoal estava na categoria de preso político. Eram seqüestradores, assaltantes de banco, estupradores, terroristas. E praticavam a corrupção em larga escala. Esse é o passado desse pessoal.
E o que está em jogo, meus companheiros parece que muitos não acordaram para isso ainda , é o grande negócio do Sr. Luiz Eduardo Greenhalgh, o seu escritório de advocacia em São Paulo. S.Exa. declarou na mídia há poucos dias o seguinte: "É inútil dormir, que a dor não passa." A dor que S.Exa. sofre, Deputado Inocêncio Oliveira, chama-se LER, lesão por esforço repetitivo, que ataca de vez em quando alguns companheiros digitadores desta Casa. No caso de S.Exa., é de tanto contar dinheiro. Trata-se de LER no polegar e no indicador.
A LER do Sr. José Genoíno é de entregar os colegas e, a do Sr. Luiz Eduardo Greenhalgh, de contar dinheiro, de indenizações milionárias às custas da Viúva.
Até seu Chefe de Gabinete, Sr. Dantas, recebeu mais de 1 milhão de reais a título de indenização, após ter passado sob o crivo de uma comissão de anistia parcial indicada pelo Secretário Nilmário Miranda, pelo Ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, que tem também brilhante escritório de advocacia e só defende marginal de altíssima periculosidade. Por isso, ele quer o fim dos crimes hediondos, para exatamente defender seqüestradores, colegas de Greenhalgh do passado, de José Genoíno, de Nilmário Miranda e por aí afora."

Jair Bolsonaro, Deputado federal pelo RJ, em 8 de dezembro de 2004.




Homem do Ano? Revista independente?



Os fascilósofos ganham muito dinheiro cuspindo na grande imprensa que a mídia é comunista.

Ao eleger José Dirceu como "Brasileiro do Ano" a revista IstoÉ, a mesma que há algum tempo publicou uma matéria-jabá sobre a melhoria do Estado do Rio de Janeiro, mostra a verdadeira face da imprensa.

Não é muita coincidência a enxurrada de propaganda do governo com este destaque para seu homem-forte numa revista auto-intitulada independente?

A revista poderá justificar em laudas e laudas esta propaganda política velada. José Dirceu faz parte do que existe de pior na política (assessores acusados de corrupção, clientelismo, obsessão pelo poder, desejo de implantação de uma ditadura aos seus pés e muito mais).

Vê-lo como "Brasileiro do Ano" só ressalta a vitória do medo sobre a esperança.

O que mereceu o ministro-chefe da Casa Civil para ser o brasileiro do ano? Será que foi a sua tentativa de calar a imprensa? Ou barrar CPI´s? Ou sua atuação no episódio do jornalista estadunidense?

A mídia é o que sempre foi. Apesar de ser chamada de controlada pelos grandes interesses internacionais, segundo a esquerda ignorante, e comunista, segundo a direita oportuni$ta.

Os canais midiáticos, quebrados, são, isto sim, dependentes.

Para não cair no Buraco da Memória: Dirceu, robô?




Lula quer mais slogans

O presidente Lula está cobrando de cada ministro mais slogans para mostrar a população os esforços do governo. Traduzindo: com a derrota nas eleições o governo federal vai entupir a nossa paciência com propaganda política para a reeleição em 2006.

Baseado no que deu certo na reeleição de Bush, Lula quer que 2005 seja o ano das realizações. Isto inclui a retração de dados em 2004 para que a maquiagem dos resultados apareça em 2005. Assim, 2006 será o ano de cobrar à população mais quatro anos para manter estes senhores no poder.

Quatro patas bom. Duas patas melhor.

Propomos aos duplieleitores a criação de slogans para o governo do metalúrgico mais rico do país.

Sugestões:
- Rinhas? Tô fora.
- Quero minha esperança de volta.
- Acordem-me em 2007.





A Grande Irmã zela por ti

A Agência Britânica de Saúde (NHS) decidiu implementar o uso de acompanhantes eletrônicas nos consultórios. A Synaptiq Virtual Chaperone está sempre onipresente para vigiar a relação nem sempre baseada em confiança entre pacientes e médicos.

O sofisticado aparelho é composto por uma câmera (discretamente instalada nos consultórios), um potente microfone para captar os diálogos entre o paciente e o doutor e um console para gravar dados sobre o paciente.

Tudo protegido com senhas e acesso aos micros em portas USB. Os pacientes estão incialmente satisfeitos, numa pesquisa realizada recentemente, 96% desses disseram que as acompanhantes virtuais melhoraram o relacionamento com os médicos.

A intenção das máquinas é evitar o cancelamento do registro de médicos baseados em informações errôneas dos pacientes.

Este é apenas o começo do mundo que se prepara para o ano de 2084.




Eu não sou um herói

Em um ensaio sobre os livros "Generetion Kill" e "The Fall of Baghdad", o correspondente de guerra Chris Hedges descreve o estado de espírito de uma nação desorientada e de uma juventude perdida na luta pela consolidação de um império.

Hedge destaca um momento particularmente interessante de um dos livros. O trecho descreve como um fuzileiro estadunidense retorna ao país com honras e humildemente rejeita toda pomba preparada para aquela ocasião:

"Eu não sou um herói. Pessoas como eu são apenas úteis. Para manter este padrão de vida em uma sociedade tão rica quanto a nossa, você precisa de psicopatas dispostos a sair por aí jogando bombas na casa de outras pessoas."



Leia o artigo completo, em inglês, no site da revista The New York Review of Books.