"Todos esses documentos foram incinerados de acordo com a lei, e há muitos anos. O que existe de informações são as secundárias, recolhidas de fontes privadas, e depois repassadas de volta para a Comissão. Mas não há informação original nas Forças Armadas sobre este ponto.
Elas foram destruídas de acordo com as normas, sem violação. Elas não foram clandestinamente destruídas. Foram oficialmente destruídas. A lei permitia.
Isso não quer dizer que não tenha havido incineração alguma, e eu nem sequer estou afirmando que a incineração se deu em qual ou tal ano. Isso ocorreu, imagino, antes do governo Fernando Henrique Cardoso. No arquivo das Forças Armadas não há documentos. Eles foram incinerados.O que acontece é que o ato de encontrar as ossadas é sumamente difícil. Passaram-se 30 anos, expedições foram realizadas, continuam sendo realizadas. Então vamos esperar que nós consigamos um resultado positivo. Mas ninguém pode prometer esse resultado positivo. Nós temos que continuar buscando, intensificando as nossas buscas, as investigações, com esperança de conseguir um resultado positivo. Mas ele é incerto."
José Viegas, ministro da Defesa, em 13 de dezembro de 2004"Ninguém tem nada a esconder. Agora, não vamos admitir censura por ocasião da abertura dos arquivos do Araguaia. Ou não querem conhecer melhor, mais a miúde como eu conheço, a história do grande guerrilheiro José Genoíno? Inclusive, passou alguns anos como morto, depois de ter sido detido no Araguaia, para que os aparelhos existentes em São Paulo não mudassem de lugar e o Sr. José Genoíno pudesse, calmamente, enquanto freqüentava Brasília e São Paulo, delatar seus companheiros sem levar um tapa sequer. Genoíno não levou um tapa, um piparote sequer de um militar para entregar todos os seus companheiros.
E vamos acabar com essa história de que esse pessoal estava na categoria de preso político. Eram seqüestradores, assaltantes de banco, estupradores, terroristas. E praticavam a corrupção em larga escala. Esse é o passado desse pessoal.E o que está em jogo, meus companheiros parece que muitos não acordaram para isso ainda , é o grande negócio do Sr. Luiz Eduardo Greenhalgh, o seu escritório de advocacia em São Paulo. S.Exa. declarou na mídia há poucos dias o seguinte: "É inútil dormir, que a dor não passa." A dor que S.Exa. sofre, Deputado Inocêncio Oliveira, chama-se LER, lesão por esforço repetitivo, que ataca de vez em quando alguns companheiros digitadores desta Casa. No caso de S.Exa., é de tanto contar dinheiro. Trata-se de LER no polegar e no indicador.
A LER do Sr. José Genoíno é de entregar os colegas e, a do Sr. Luiz Eduardo Greenhalgh, de contar dinheiro, de indenizações milionárias às custas da Viúva.
Até seu Chefe de Gabinete, Sr. Dantas, recebeu mais de 1 milhão de reais a título de indenização, após ter passado sob o crivo de uma comissão de anistia parcial indicada pelo Secretário Nilmário Miranda, pelo Ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, que tem também brilhante escritório de advocacia e só defende marginal de altíssima periculosidade. Por isso, ele quer o fim dos crimes hediondos, para exatamente defender seqüestradores, colegas de Greenhalgh do passado, de José Genoíno, de Nilmário Miranda e por aí afora."
Jair Bolsonaro, Deputado federal pelo RJ, em 8 de dezembro de 2004.