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Diário de Winston Smith
Winston Smith é o protagonista da obra-prima de George Orwell, 1984. Num mundo em que os todos são vigiados permanentemente através da tecnologia, Winston compra um simples bloco de papel para registrar seus pensamentos


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O passado é o presente
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Eu vejo o futuro...

... e nele a bota de um soldado esmaga um rosto humano.

Os nazistas venceram a guerra




FDP, uma sigla honesta para um partido



O FDP (Freie Demokratische Partei ou Partido Democrático da Liberdade) é um partido alemão. Talvez o único que tenha no mundo uma sigla tão honesta. Um exemplo para todos os políticos do mundo.

Talvez nunca um partido tenha um sigla tão coerente quanto a atividade política. FDP é uma ótima idéia para os partidos deixarem de usar siglas inexpressivas e inapropriadas e serem um pouco mais honestos com seus eleitores.

Os eleitores do FDP não reclamam.

O FDP aparece no cenário político alemão como uma opção aos social-democratas do SPD (Sozialdemokratische Partei Deutschlands) os católicos de direita da CDU (Christlich-Demokratische Union) e os Verdes (Die Grünen). Nas últimas eleições para o Bundestag eles conseguiram 47 cadeiras (7,4% do total).

Uma crimidéia: há uns 25 anos todos os partidos foram obrigados a ter a letra P no início de suas siglas, tanto que o MDB virou PMDB. Portanto, esta classificação é totalmente errônea. O ideal é que todos os partidos fossem FDP. Por exemplo, se o amigo quer fundar o Partido Democrático, ao invés de PD, não seria mais coerente o FDP-PD ou PD dos FDP?

Para quem quiser saber mais sobre o FDP e souber alemão visite o site www.fdp.de.




Lula e a Pizza Brasil

Lula, o operário aposentado mais rico do país, não se preocupa com a CPI da corrupção. Suas recentes declarações mostram o interesse apenas nas eleições de 2010, já que o mesmo se considera reeleito no pleito do próximo ano.

"Olhem para a minha cara e vejam se estou preocupado". Esta frase do presidente mostra o desprezo pela opinião pública e a certeza que o assunto vai parar no buraco da memória.

Especula-se um financiamento para as redes de comunicação no próximo mandato e a continuação do favorecimento aos setores financeiros. Amparado por estes, Lula-lá não tem o que temer. Panis et circenses.

As alianças espúrias que fizeram o PT chegar ao poder foram defendidas como a única tentativa de mudar o país. Esta visão ingênua é abalada pela realidade. O que se vê na prática é que como na "Revolução dos Bichos" de George Orwell, os porcos se tornam cada vez mais humanos.

O assunto vai morrer e virar mais uma pizza no país do "tô nem aí".




Todo poder ao Grande Irmão corporativo

A quem beneficia a decisão da Justiça em permitir às empresas o monitoramento dos e-mails dos funcionários? Mais um passo rumo ao mundo de 1984.




Liberdade é escravidão



O Jornal acima chama o ditador Stálin, um dos maiores bárbaros da humanidade, de libertador da humanidade. A participação de Stálin e da URSS no bloco aliado é uma das maiores artes do duplipensar. Discursos sobre a liberdade eram proferidos junto ao esquecimento das atrocidades.

No caso da Polônia, os soviéticos invadiram e a dividiram com os nazistas, mas os jornais da época e os livros de história contam apenas da invasão alemã. A Inglaterra que declarou guerra aos alemães suportou bem o "Tio Joe".

Russos partilharam a europa depois com as forças aliadas. No princípio, Tchecos, Iugoslavos e Bálticos agradeceram o afastamento do fantasma nazista, principalmente os eslavos. Depois de um tempo, vendo que os russos estavam para ficar, eles começaram a mudar de opinião sobre os seus libertadores.

Cada época tem os seus heróis duplipensados e desvios da realidade, assim como Bush foi chamado de salvador na Geórgia, Rommel também fora chamado de libertador dos britânicos pelos árabes.

Liberdade é escravidão.




A volta do Dicionário da Censura

"Vocês sabem que existe o dicionário da censura.. um dicionário dessa grossura aqui ó. Todo artista tem que receber um e nesse dicionário estão as palavras proibidas: povo, estudante, gente, universidade... E agora colocaram a palavra aranha. Eu fui o percussor da aranha, depois de Deus, é claro! E não é que... Subi no muro do quintal..."

Raul Seixas ao vivo desafiando a censura ao tocar "Rock das Aranha" no ínicio da década de 1980.

Durante a ditadura vários artistas foram censurados, não só Caetano e Gil como os livros ensinam, mas também os artistas populares e os chamados de bregas como conta o ótimo livro `Eu Não Sou Cachorro Não´ de Paulo César Araújo. Nesta obra o autor narra a repressão aos cantores populares com a proibição de músicas como "Para de Tomar a Pílula" de Odair José devido à campanha de redução da taxa de natalidade, ao caso Carlinhos, homossexualismo e muitas outras.

Pelo que parece, com a pretensão de reeditar o Dicionário da Censura, o futuro do Brasil só pode ser este.




Quando acabou a Segunda Guerra Mundial?

Boa parte dos veiculos de comunicação destaca o 8 de maio de 1945 como o fim da Segunda Guerra. Comemorações, revistas e especiais estão a todo vapor para lembrar os 60 anos do fim do conflito.

Certamente você deve estar achando que vive no mundo de 1984, pois aprendeu desde cedo que a II Guerra Mundial terminou com a rendição japonesa no Baía de Tóquio no couraçado Missouri em 2 de setembro de 1945.

Esta diferença de alguns meses é vital para reescrever a história. Pode-se assim camuflar os erros dos vencedores no período entre a rendição alemã e a japonesa, pois tanto os russos quanto os estadunidenses cometeram crimes de guerra, como os massacres nos países "libertados" ou as bombas de Hiroxima e Nagasaki.

A quem interessa defender os ataques aos civis num conflito já decidido? Existem aqueles que justificam que nenhum báltico, alemão, ucraniano ou japonês era inocente. Este pensamento, seja de que lado defenda, é absurdo e idêntico ao que ceifou milhões de mortes no holocausto. Para o leitor que citou o livro "Os carrascos voluntários de Hitler" de Goldhagen, vale a pena ler as opiniões de outro judeu no corajoso "A indústria do Holocausto". Filkenstein não é revisionista, nem poderia ser. Ele simplesmente joga ao ar a possibilidade da existência de um grupo que explora o sofrimento e memórias de seu próprio povo para alavancar muito dinheiro.

Culpar civis sobre uma ditadura é como culpar todo o povo norte-coreano pelos seus líderes, assim como culpar os cubanos por Fidel, chilenos por Pinochet e as pessoas que viveram no Brasil, Portugal, América Latina e demais países sob ditaduras - muitas em nome da liberdade e democracia.

Ao generalizar todo um povo o indivíduo inclui também seus familiares que viveram durante a ditadura. Sem contar que faz coro ao inacreditável discurso de um professor estadunidense. Neste, o acadêmico declarou que não havia nenhum inocente no WTC durante os atentados de 11 de setembro de 2001.

Generalizar é o caminho do fascismo e mudar a história é a missão do partido, que conta com seus representantes para defendê-lo. Os mesmos que defenderam que a ONU deveria ser nos EUA agora querem terminar com ela. Assim como os mesmos jornalistas que defendem a liberdade de imprensa fazem vista grossa para Fidel Castro.

No Tribunal de Nurembergue, nem russos nem estadunidenses foram punidos, apenas as atrocidades do Eixo. Até criminosos que coloboraram para a já divida Europa foram poupados. Afinal, a história é escrita pelos vencedores, e para chegar a este objetivo, várias espaços nos grandes jornais são necessários para provar que 2+2=5.




Chavez e o mito da imprensa comunista



Imprima a capa acima e mostre a um fascilósofo mais próximo.

A capa de uma das mais tradicionais e respeitadas revistas semanais do país coincide com as declarações da secretária de estado estadunidense em visita ao Brasil. Condoleezza Rice ditou sua visão que a democracia não se faz apenas com eleições, conforme citou muito bem Elio Gaspari, o comentário dela foi muito próximo ao de Henry Kissinger sobre o Chile de 1973: "Eu não vejo porque nós temos de esperar e olhar um país se tornar comunista devido a irresponsabilidade de seu povo".

A questão não é se Hugo Chávez está transformando a Venezuela numa nova Cuba e sim prestar atenção ao coringa do baralho, ao Garganta e ao Miniver. Cháves, com passado golpista é presidente eleito e está muito mais para oportunista do que comunista.

Ainda assim, alguns continuarão achando que a mídia é vermelha como as capas que ela produz.