Socialistas eleitos aceitam aliança com a direita na Bulgária
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Na Bulgária, em nome da "democracia", os socialistas se aliaram com a direita. Este não é um filme novo e as conseqüências são sempre as mesmas: os eleitores, tanto de direita quanto de esquerda, serão enganados.
O Partido Socialista Búlgaro (PSB), herdeiro do PC da Bulgária, obteve a maioria das cadeiras nas eleições parlamentares. Para governar de fato o país eles analisam uma coalizão com os partidos "do centro", bloco liderado por Simeão II, o último tzar do país e atual primeiro-ministro.
A justicativa é a mesma: manter a estabilidade para promover a esperança. Apesar de vencer as eleições o PSB teve apenas 31% dos votos, conseguindo 82 das 240 cadeiras do parlamento búlgaro. A aliança quer juntar mais 53 parlamentares eleitos pelo bloco de Simeão II.
A surpresa desta eleição foi a presença da voz rouca das ruas. Enquanto o partido de minoria turca obteve 34 cadeiras o xenófobo Ataka (ataque) terá 21 deputados.
O partido da minoria turca Movimento dos Direitos e Liberdades (MDL) recebeu o apoio de 12,68% dos eleitores e 34 cadeiras.
A briga agora é para ver quem será o primeiro-ministro. Para evitar conflito com a União Européia, os búlgaros devem eleger para o posto o representante do partido com mais cadeiras. Isto pouco importa, pois o PSB e o centrão irão se manter no poder e da estabilidade.
A Bulgária é uma forte candidata a entrar para o bloco europeu e qualquer revés, golpe ou tumulto pode jogar por terra o esforço de anos.