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Diário de Winston Smith
Winston Smith é o protagonista da obra-prima de George Orwell, 1984. Num mundo em que os todos são vigiados permanentemente através da tecnologia, Winston compra um simples bloco de papel para registrar seus pensamentos


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Severino: cai mais uma peça no jogo do Acordão

Caiu Severino.

Severino, presidente da câmara dos deputados, sucederia o presidente Lula e o vice-presidente Alencar se houvesse uma investigação séria no escandâlo do Mensalão. Pego de calças curtas, Severino não tinha como resistir.

O ato da renúncia de Severino é uma vergonha total. Desta forma, ele mantém os seus direitos políticos e poderá se reeleger em seus currais eleitorais no ano que vem. A renúncia é a confissão e um artifício para voltar a se sustentar com o dinheiro que os otários pagam de imposto.

Enquanto isso na Pizzaria Brasil Lula e seus asseclas vão costurando acordos para se manterem no poder até 2010. Neste "Acordão", entre as chamadas esquerdas e direitas, surgirá um presidente mais palatável caso a casa caia de vez em mais um escândalo no país da polícia assaltada.

O arcodão vai sepultar também nomes importantes de quase todos os partidos brasileiros. O povo de memória curta vai esquecer e deixa a vida o levar.

Severino era perigoso porque falava o que queria. Lula fala apenas o que é dito para ser falado.

E tem gente que acha que ainda está vencendo.




Jefferson, o bin Laden de Lulla

Roberto Jefferson está há mais de 20 anos como deputado. Ontem foi cassado, mas ele volta. A prova disto são os senhores investigadores da CPI, liderada por Ibrahim Abi-Ackel, ex-ministro da Justiça no governo do Gal. Figueiredo.

Jefferson é o tipo de político que o PT se associou para chegar ao poder. Assim como os EUA precisaram do apoio de bin Laden para expulsar os soviéticos do Afeganistão, área de influência estratégica para as duas superpotências.

Depois de derrotar os soviéticos bin Laden se voltou contra os estadunidenses em atentados terroristas históricos. Depois de se aliar com o PT Jefferson jogou no ventilador no dia de sua cassação, chamando o presidente de "preguiçoso" e seu governo do mais corrupto já visto.

No mais caiu o estigma do partido da ética, partido da honestidade. Por mais que petistas de olho em 2006 digam que o topo está errado, a base é o que importa e frases de efeito.

A verdade é o ensinamento milenar. Dize-me com quem andas e te direi quem és.




11 de setembro: mais vidas poderiam ser salvas



Quatro anos após as tragédias do 11 de setembro algumas peças do tabuleiro começam a se encaixar.

A conclusão é que das quase 3 mil vítimas, muitas poderiam ser salvas se a ganância em economizar espaços para emergências para aumentar os escritórios. Assim como as rixas entre bombeiros e polícia que aliada a aura de invencibilidade tornaram a fiscalização e o resgate das vítimas uma ação ineficaz.

Quase quatro anos depois, o mesmo país é atacado pelas forças da natureza após apelos de diversas autoridades e entidades civis que buscavam amenizar uma catástrofe anunciada.

Fica difícil sustentar agora que no 11/9 houve um complô do estado para reeleger Bush, onde bombas haviam sido implantadas e aviões teleguiados pelos próprios estadunidenses criaram um aparente ataque terrorista.

Fica cada vez mais claro que se tratou de neglicência, rixas (CIA x FBI, Bombeiros x Polícia, Governos e partidos). O Furacão Katrina comprova o que os terroristas já desconfiavam: o Titanic pode afundar.

Assim como não foi o iceberg que matou a maioria das pessoas do transatlântico, muitas mortes no WTC poderiam ser evitadas. Esta é a conclusão dos jornalistas Jim Dwyer e Kevin Flynn no ótimo "102 minutos: a história inédita da luta pela vida nas Torres Gêmeas".




Nova Orleans e Brasília: por que os ratos correm

Lula e Bush estão com a popularidade baixa. Esta é a hora dos abutres voarem na carniça e os ratos leais fugirem do barco em nome da ética.

Agora é a hora do dedo acusador apontar o recente ex-aliado.

Dia desses o PT carioca promoveu uma passeata tirando o corpo fora de seus companheiros e se afastando de seu líder "ético", o metalúrgico mais rico do país.

Os deputados petistas cariocas ressaltaram que não é este o partido que queriam, que estão se sentindo enganados e que existe saída. Tudo bem, mas foi preciso um escândalo nacional para perceber isso? Então porque quando a Igreja Universal, o PP e outras coisas nefastas do país deram a mão ao partido eles não se desfiliaram? Sem falar no apoio ou mesmo no silêncio às candidaturas inclassificáveis como a de Benedita da Silva.

Bush está sendo linchado pelos governadores e prefeitos das regiões devastadas pelo furacão Katrina. Esses são os mesmos que apoiaram a Guerra do Iraque e deram o aval silencioso para a redução de investimento à prevenção de catástrofes naturais. Agora eles fazem discursos oportunistas culpando o presidente por toda a desgraça do mundo. Não que Bush e o governo federal tenham pouca culpa, mas o que se vê é típico: o barco começa a afundar os ratos da dispensa pulam fora.

Ética na política? Só rindo.