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Diário de Winston Smith
Winston Smith é o protagonista da obra-prima de George Orwell, 1984. Num mundo em que os todos são vigiados permanentemente através da tecnologia, Winston compra um simples bloco de papel para registrar seus pensamentos


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O passado é o presente
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Novos referendos

Agora não tem mais jeito. Vou cometer uma crimidéia: o lançamento de novos referendos.

Seguem alguns referendos interessantes (nos moldes da pergunta do último referendo):

- Você é a favor da eliminação dos salários de todos os políticos?

- Você é a favor da obrigação dos serviços públicos aos políticos e seus familiares (escolas e hospitais, principalmente)?

- Você é a favor da eliminação da aposentadoria de todos os políticos?


Qual a pergunta que você gostaria de ver no referendo?




Índia reclama do Google Earth

O governo indiano está tentando paralisar o Google Earth. Os idianos reclamam que qualquer pessoa, inclusive terroristas, tem visão privilegiada de prédios importantes para a defesa do país, incluíndo bases militares e prédios estratégicos.

Leia a matéria sobre o Google Earth do The Times of India (em inglês).

O que mais impressiona no Google Earth é que esta é uma versão inicial. Muito em breve, talvez, será possível acompanhar on-line todo o planeta.

Certamente o programa vai ajudar muito a estudantes, professores, viajantes, exploradores, arqueólogos mas tem o lado ruim hoje, imagine nas versões das próximas décadas. Você poderá ser vigiado através de aparelhos diretamente. Imaginem a opção "Achar Pessoa"




"Teria ou Tem" a forma de indução

Se o Sim estivesse na frente das pesquisas O Globo iria destacar com letras garrafais. Como todas as pesquisas recentes apontam a vitória do NÃO eles mencionam num lugar bem escondido.

O título da matéria é tendencioso: "´Não` teria 52%, diz pesquisa"

Ora, teria não, tem 52%. O "teria" induz a uma pesquisa enganosa, como toda a campanha do SIM está sendo feita por alguns veículos de comunicação, principalmente a Globo.




A tentação autoritária e o desarmamento

"Essa é a coisa principal da lei. O referendo, claro que seria importante você consultar o povo, mas se for o caso, para aprovar a lei, o conteúdo da lei, você precisar retirar o referendo, eu acho que é melhor retirar o referendo e aprovar a lei, do que correr o risco de não aprovar"
Em 15.10.2003

João Paulo Cunha (PT-SP), ex-presidente da Câmara dos Deputados e um dos acusados de envolvimento no esquema do mensalão.




A Febre

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou ao primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates, as ações adotadas pelo governo brasileiro para conter o foco de febre aftosa identificado no município de Eldorado (MS). Lula ressaltou que o caso foi isolado e de pequenas proporções, com apenas 140 cabeças de gado infectadas. Em todo o país, existem cerca de 200 milhões de cabeças de gado.

"Além da responsabilidade do governo de fiscalizar, é (responsabilidade) do proprietário que sabe que precisa fiscalizar porque aquilo é o seu patrimônio, o seu ganha-pão", disse Lula.


O governo que tem dado sinais claros que é incapaz de fiscalizar recursos públicos, envio de voltosas somas ao exterior, sinais claros de enriquecimento ilícito e fraudes eleitorais culpa agora a população pelos problemas do país. Curioso, tendo em vista que o discurso enquanto oposição era outro.




A guerra das revistas semanais




Depois de a Veja ter se posicionado contra a proibição do comércio de armas de fogo e munição no Brasil as outras revistas semanais se aproveitaram da reação de alguns leitores.

A IstoÉ publicou 7 razões para votar sim e 7 para votar, uma forma de alfinetar a concorrente ao afirmar que cabe ao leitor formar sua própria opinião. Muito bonito na prática, mas vale lembrar que a IstoÉ elegeu José Dirceu como o Homem do Ano de 2004. Afinal que moral tem uma publicação que tenta convecer seus eleitores que uma triste figura como Dirceu pode ser concebido com tal título. A justifica do semanário chega a ser patética " Do combate à ditadura à chefia da Casa Civil de Lula, o ministro José Dirceu sempre foi coerente com seu amor pela política."

A Época aposta na parcialidade oculta. Ela não aponta para o sim, mas seus artigos, capas e matérias são totalmente favoráveis à campanha do sim. Não é à toa que os favoráveis a proibição utilizam matérias da Época e do Jornal O Globo para tentar convencer os eleitores.

Resumindo, todas são oportunistas. Alguns chamam-nas de guardiães das elites e outros de comunistas, mas todas, aqui e em qualquer lugar do mundo, são oportunista. Nada mais.




A mídia e o desarmamento




Compare a Veja e a Época desta semana. Duas capas de revistas semanais e duas posições conflitantes.

A Veja indica claramente a sua posição para que os leitores - contrária ao desarmamento. A revista pede, inclusive, que votem não no dia 23 de outubro.

A Época prefere ficar num pretenso muro da imparcialidade, entretanto esse é um muro subliminar. A capa da Época indica qual o comprometimento de seus editores e da campanha da Globo a favor do desarmamento.

Quem está gostando de tudo isto é o pessoal do mensalão. O assunto está desaparecendo após escândalos com árbritos de futebol e desta eleição desnecessária.




Desarmamento

Quem está financiando a campanha do Sim? Quais são os interesses para um referendo que as pessoas não pediram e que induz ao erro?

Grande parte da população não quer violência nem gosta de armas, mas a proibição do desarmamento vai beneficiar apenas os traficantes de armas.

Fica uma aposta. Se eles sentirem que o sim vai perder não duvido que aconteça uma tragédia dias antes das eleições.




Acorde-me quando setembro terminar

Empresas aéres estadunidenses falidas, terrorismo em Bali, Bin Laden escondido apesar do Google Earth + Nasa, Estatuto do Desarmamento, Pacto para não punir os corrputos do mensalão, golpe para manter os presidentes no poder, taxa de juros, paranóia, Severino eleito no ano que vem, ataques preventivos, liberdade vigiada, população cercada... não é o fim. É o início...