Diário de Winston Smith << Duplipensar.net

Diário de Winston Smith
Winston Smith é o protagonista da obra-prima de George Orwell, 1984. Num mundo em que os todos são vigiados permanentemente através da tecnologia, Winston compra um simples bloco de papel para registrar seus pensamentos


  Diário de Winston Smith, o blog do Duplipensar.net

O presente é o passado
O Ministério da Verdade informa os próximos passos...
A melhor capa sobre o acidente com o avião da TAM ...
O Big Brother já está entre nós e ele é um computa...
Parabéns George Orwell
O motivo do vermelho da logomarca da candidatura d...
Morre Kurt Vonnegut
YouTube fora do ar. Na Tailândia
Militares britânicos: como confiar neles?
Arnaud Rodrigues no congresso - Humoristas ou cong...
Escolas de samba x Governo Federal




O passado é o presente
06.2004
07.2004
08.2004
09.2004
10.2004
11.2004
12.2004
01.2005
02.2005
03.2005
04.2005
05.2005
06.2005
07.2005
08.2005
09.2005
10.2005
11.2005
12.2005
01.2006
02.2006
03.2006
04.2006
05.2006
06.2006
07.2006
08.2006
09.2006
10.2006
11.2006
12.2006
01.2007
02.2007
03.2007
04.2007
06.2007
07.2007

Página Atual

 



José Dirceu cassado - A Queda!

Finalmente José Dirceu foi cassado.

A câmara dos deputados acabou de aprovar a cassação do mandato do ex-ministro da Casa Civil, o deputado José Dirceu (PT-SP).

A sinistra eleição secreta apontou 293 votos a favor da cassação e 192 contra. Além dos tradicionais brancos, nulos e abstenções.

Dirceu disse em discurso que seria uma cassação política. E foi. Claro que foi. O governo Lulla se desmoralizaria de vez se Dirceu não foi cassado. O planalto deve estar comemorando às escondidas, pois assim o assunto fica por isso mesmo.

Os dois únicos cassados, José Dirceu e Roberto Jefferson só poderão se candidatar em 2016. Eles estão relativamente tranqüilos porque sem dinheiro certamente eles não ficarão. Sempre haverá um cargo para eles. Sempre.

José Dirceu fez uma esforçada maratona de promessas e recursos no período em que seus advogados tentaram ao máximo jogar para 2006 a votação de cassação do deputado.

O tempo correu contra o homem forte do governo, o "primeiro-ministro", o "verdadeiro presidente" como era chamado o ex-deputado.

O povo vai dormir em paz e agora Lulla poderá gerenciar o Ministério da Verdade e repetir mais de mil vezes que o mensalão foi inventado, que a missão está cumprida e que os culpados foram cassados.

Mas foram apenas dois.

Assim como o escândalos do impeachment de Fernando Collor não há o menor interesse em investigar quem deu o dinheiro e quais foram os verdadeiros propósitos para que tais emendas fossem aprovadas.

O que realmente importa não vai dar em nada.




Ninguém quer ser o número 1.000

Desde que a pena de morte foi restabelecida em 1976 nos Estados Unidos já foram executadas 999 pessoas.

Cabe os governadores dos estados o indulto até o momento da execução. Mark Warner, governador da Virgínia, entraria para a história hoje como o governador que mandou matar o milésimo condenado estadunidense. Mesmo que governadores não mandem matar (tem o poder apenas de salvar o indivíduo) ele seria reconhecido como tal.

Warner tirou o corpo fora e indultou Robin Lovitt. A pena capital foi trocada por prisão perpétua.

Nenhum goleiro queria levar o milésimo gol de Pelé. A quem caberá a "honra" do milésimo detento executado nos EUA?




O Grande Irmão quer fichar o seu email

Enquanto os senadores discutem se foi ou não pênalti no clássico do fim-de-semana, um projeto de lei pode reduzir a sua privacidade na internet.

Querem cadastrar todos os emails de provedores brasileiros. O intuito é coibir as práticas de spam e crimes virtuais.

De boas intenções o inferno está cheio. Mesmo que sejam cadastrados todos os usuários de email no Brasil, spammers e criminosos virtuais usam e continuarão a usar contas em outros países. Nada os impedirá de praticar as suas atividades ilegais.

Depois do Dicionário da Censura e várias práticas de controle, acesso e direcionamento da mídia, esta é mais uma novidade para reduzir o espaço em que o governo tem pouco controle.

Leia abaixo os artigos do projeto proposto pelo senador Delcídio Amaral (PT-MS).

O Congresso Nacional decreta:

Art. 1º Os prestadores dos serviços de correio eletrônico, por intermédio da rede mundial de computadores - Internet, deverão manter um cadastro detalhado dos titulares de suas respectivas contas.

Parágrafo 1º
Entre outras, deverão ser cadastradas as seguintes informações:
a) Pessoas Físicas: nome completo; endereço residencial;
número do documento de identidade, data de expedição e Órgão Expedidor; e número do Cadastro de Pessoa Física - CPF junto à Secretaria da Receita Federal;
b) Pessoas Jurídicas: razão social; endereço completo; número do Cadastro da Pessoa Jurídica - CNPJ junto à Secretaria da Receita Federal.

Parágrafo 2º
Os prestadores dos serviços de correio eletrônico são co-responsáveis pela veracidade das informações constantes em seus cadastros, podendo valer-se de informações compartilhadas com outras instituições.

Art. 2º Os prestadores dos serviços de correio eletrônico terão um prazo de noventa dias a partir da vigência desta Lei, para regularizar as contas atualmente existentes.

Parágrafo Único. As contas não regularizadas no prazo determinado no caput, deverão ser imediatamente canceladas.

Art. 3º É garantido o sigilo das comunicações realizadas por intermédio dos serviços de correio eletrônico, em conformidade com a Constituição Federal.

Art. 4º Nos termos da legislação em vigor, os prestadores dos serviços de correio eletrônico deverão apresentar à autoridade competente, quando requisitado, um extrato das comunicações eletrônicas realizadas por uma conta específica, por um período de tempo determinado, retroativo até 10 anos da data da solicitação, informando o destinatário ou remetente das mensagens, a data e a hora de seu envio ou recebimento e a identificação do computador ou terminal que efetuou o acesso à conta de correio eletrônico.

Art. 5º O não cumprimento do disposto nesta lei, sujeitará o prestador dos serviços de correio eletrônico a uma multa não inferior a R$ 10.000,00 (dez mil reais).

Art. 6º Compete à Agência Nacional de Telecomunicações - ANATEL fazer cumprir o disposto nesta Lei.

Art. 7º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.




Fernando Henrique, Clinton, Lula e Bush

Em mais um lance da campanha de 2006 o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso comparou que ele gosta mais de Clinton enquanto o atual presidente de Bush.

Puro oportunismo. FHC sabe que Bush está em baixa nos EUA e no Brasil. Sabe também que os escândalos dos presidentes do norte e do sul da América abalaram a confiança nos eleitores.

Poder até não mais poder. Um quer continuar de todo o jeito o outro não esquece o reinado.

O pior é que o PMDB quer lançar o Garotinho como terceira via. Salve-se quem puder.




Collor vota em Lula. Xaxim votou Sim

O ex-presidente Fernando Collor declarou que no atual cenário prefere ver Lula presidente até 2010.

Collor afirmou que o presidente não sabe de tudo e que Lulla não saberia do esquema do mensalão.

Não entendeu o título acima? Então leia sobre a história do trote do Xaxim.




Marvada Carne

Enquanto o governo procura se escudar com números positivos da economia brasileira e culpa a imprensa pelos escândalos que ele próprio patrocinou, algo me surpreende:

O promissor agronegócio que impulsionou as exportações vive a perspectiva de apresentar um desempenho medíocre após o impacto dos focos de febre aftosa. Se a impresa estivesse realmente interessada em piorar a imagem do governo, por que motivo se noticia, constantemente, apenas o número de países que deixaram de comprar a carne bovina brasileira? Afinal, diante de tão expressivo número cabe perguntar quantos países ainda importam nossa carne...

Foto Agência Estado


O fato é que números nada significam. 2+2=5. Sempre é possível enxergar um copo meio vazio ou meio cheio. A perspectiva de cada um ajuda a compreender a realidade. E até o momento, os danos na imagem brasileira no exterior ou a própria percepção de cada um enquanto cidadão se degrada continuamente. Claro, o momento ideal para aumentar os investimentos em propaganda.