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Danilo José Figueiredo - Publicado em 23.10.2003




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Muitos trabalhos já foram realizados sobre Star Wars, em especial sobre a série original. A maioria destes trabalhos visava correlacionar os filmes de George Lucas com o contexto da época em que foram feitos, sendo assim, a saga seria uma clara analogia à Guerra Fria, onde o Império Galático seria a URSS e a Aliança Rebelde seria os EUA.

A disputa entre as duas facções seria claramente a disputa da máquina de guerra inflada e arcaica contra o jovem desejo de liberdade, daqueles que cerceavam a religião (não podemos esquecer que a Ordem dos Jedi, a religião maior da Galáxia, havia sido destruída pelo Império) contra aqueles que a exaltavam (a saudação da Aliança Rebelde era "Que a Força esteja com você!"), em suma, do Bem contra o Mal.

Nesse contexto de análise; que não pode ser visto como errado, visto que analisa tudo o que havia para ser analisado na época, ou seja, a trilogia original; Darth Vader seria a personificação do medo. O medo de um inimigo poderoso, mas ao mesmo tempo, desconhecido (razão pela qual Vader utilizaria a máscara e teria voz sintetizada).

Ainda nessas velhas análises, o fato de o Imperador ser um velho caquético representaria o Socialismo, ou seja, uma ordem cheia de ideais ultrapassados e cujo objetivo primeiro seria dominar e oprimir, objetivo alcançado através de uma falsa promessa de melhoria nas condições sociais.

É claro que é possível que o clima de Guerra Fria tenha influenciado George Lucas na elaboração do pano de fundo político da trilogia original, mas também é certo que desde o princípio, Lucas sabia que o principal mote de seus filmes seria a religiosidade.

Pode-se agora perceber que Star Wars é algo mais amplo do que meramente uma transposição da luta vigente no final da década de 70 entre os blocos Capitalista e Socialista do mundo para as telas do cinema. A saga propõe-se a ser também uma lição de vida e, como tal, só pode ser dada de acordo com as percepções de quem a dá, no caso, George Lucas.

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