| |
|
|
A realidade e a fé em Star Wars: história - Sombras do Império
Danilo José Figueiredo - Publicado em 22.10.2003
Este é com certeza o melhor dos livros de todo o Universo expandido de Star Wars. Justamente por isso achei interessante incluir algo sobre ele neste trabalho. Apesar de originalmente a cronologia não incluí-lo, ele foi tão bem escrito que emendou todos os fatos nebulosos que deveriam ter ocorrido entre os episódios V e VI de Star Wars.
Neste livro Luke faz seu próprio sabre de luz, uma vez que no final do episódio V ele perde aquele que fora de seu pai e no início do episódio VI ele já tem um novo.
Também neste livro explica-se como os Rebeldes conseguiram os planos da segunda Estrela da Morte, planos esses que no início do episódio VI eles já detém.
Por fim, este livro serve ao leitor e, sobretudo ao fã, para saber detalhes interessantes sobre a saga, por exemplo, o verdadeiro poder de fogo de um detonador termal; como Leia conseguiu a armadura que veste no início do episódio VI; além de conhecer um pouco mais sobre Coruscant.
No tocante a este trabalho, o interessante de Sombras do Império está no fato de que neste livro se pode ter uma idéia mais exata do que nos filmes da personalidade de cada um dos personagens, em especial de Darth Vader. Eu chegaria a dizer que, além de ter inspirado George Lucas a dar o nome ao Planeta Capital da Galáxia (uma vez que o nome Coruscant apareceu pela primeira vez neste livro), Sombras do Império também deve ter mudado um pouco a visão do próprio Lucas sobre Darth Vader, o que, com certeza ajudou-o a elaborar os episódios I, II e III.
Em Sombras do Império Darth Vader mostra os resquícios da humanidade que irá resgatar no episódio VI, mostra-se um vilão frio, é verdade, mas, sobretudo, um homem em conflito. Ao mesmo tempo em que almeja o poder absoluto, não tem certeza se o que faz é correto, se servir o Imperador foi a decisão mais sábia que tomou, ou mesmo se valeria a pena matar seu filho pela causa do Império. Em outras palavras, mais adiante, neste mesmo texto, a personalidade de Vader retratada em Sombras do Império será útil para esclarecer a tese central do trabalho.
Quanto ao Imperador, aqui ele é mostrado realmente a fundo, nos filmes, talvez devido à falta de tempo para detalhes, ele sempre foi relegado (desde os tempos de Senador Palpatine) a um papel coadjuvante na História. Porém em Sombras do Império pode-se ver sua personalidade pequena e sedenta de poder. Aqui ele chega ao cúmulo de provocar a morte "acidental" de seu jardineiro particular só para não ter que vê-lo trabalhando nos jardins de Xizor, um importante Gangster de Coruscant. Palpatine é um homem cheio de si por sua maldade, sua sabedoria e seu imenso poder. Julga-se invencível, tão invencível quanto os homens do início do século XX julgavam o Titanic insubmergível.
Já Vader é triste, nunca sorri e nas poucas vezes em que o faz logo interrompe o processo devido à dor. É ainda atormentado pois deseja seu corpo de volta como era, deseja poder se livrar da armadura que é obrigado a carregar para viver, deseja encontrar um oponente à sua altura... ou seja, é o retrato do ser humano: cheio de faltas e com poucas realizações, pois mesmo o fato de ter a Galáxia a seus pés não lhe parece o suficiente.
Voltar para o Especial Fábulas e realidade nas trilogias de Star Wars »
|
|
|
|