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Adilson Luiz Gonçalves - Publicado em 21.08.2006




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Mandar não tem muito a ver com democracia. Que os mandamentos abaixo fiquem como sugestões, então.

Não votarás em candidatos:
1. Que busquem apoio no crime organizado ou se sirvam de criminosos em suas campanhas;
2. Que vivam à sombra da suspeita de corrupção e de escândalos;
3. Que tenham abandonado outros cargos públicos, para os quais foram eleitos, em nome da vaidade ou da incapacidade de honrar seus compromissos de campanha;
4. Que não sejam de sua região ou que nela só compareçam em época de eleição, quais aves de arribação;
5. Que tenham fonte de rendimentos desconhecida, imoral ou duvidosa;
6. Que emporcalhem nossas cidades com suas fotos retocadas e “santinhos” de má-fé;
7. Que usem de seus mandatos para obter vantagens pessoais, familiares ou empresariais, ou seja: que em vez de dar sangue pelo povo, o sugue;
8. Que sejam arrogantes, mistificadores, falsos profetas, fantoches, vendilhões, charlatões, violentos ou que se achem os donos da verdade e modelos de perfeição, humilhando ou iludindo o próximo para se exaltarem e lucrarem de maneira vil e ilícita;
9. Que oferecem migalhas cobrando lealdade, perpetuando o paternalismo e comprando almas em vez de servir-lhes como instrumento de autonomia e redenção;
10. Que usem roupas íntimas largas demais, no corpo ou na mala (até nisso temos que prestar atenção, agora...).

Sei que estes mandamentos reduzem substancialmente a quantidade de candidatos elegíveis, mas, quem sabe eleger os remanescentes ajude a mudar a face do país e dê ao povo esperança no futuro.

Mas não se iludam! Mesmo expurgando esse “joio” ainda veremos políticos de rapina ocupando cargos nos governos como prêmio por sua “lealdade” e “dedicação”. Eles continuarão a exercer sua “arte” de iludir o povo e dilapidar o erário, sempre auto-investidos da auréola da “dignidade”. Isso, ao menos, até que alguém de dentro denuncie as falcatruas por ter sido excluído do “bolo”, ou seja, acometido da “síndrome de arrependimento” por descobrir que tem uma doença incurável, ou até seja atingido o limite de tolerância do povo brasileiro que, infelizmente, parece infinito!