lembra culposamente de seu egoísmo quando criança durante as privações de guerra ao comer quase toda a comida disponível enquanto sua irmã quase morria de fome. Com o Partido não há espaços para o individualismo.
Winston recorre a forma mais antiga de expressar seus sentimentos diante da opressão. Escrevendo num diário comprado ilegalmente ele deseja voltar ao passado. O peso de papel que compra num antiquário, e as lembranças da antiga canção "Laranjas e Limões" são exemplos de que ele tenta recuperar os vestígios da Inglaterra pré-IngSoc.
Ao visitar o bairro da prole, Winston depara-se com a banalização do passado. Sua luta equivale a dos adolescentes que não se conformam com o acovardamento lento, seguro e gradual dos mais velhos.
Sua luta contra o Partido, sua ingenuidade ao confessar seus planos e sua inevitável punição e capitulação podem ser observadas na luta do jovem para entender o mundo. Primeiro ele o rejeita. Depois, ele se expressa, geralmente de forma ilícita e por fim, tem de ser adaptar ao esquema, após uma punição de um tutor.
O'Brien, ao torturá-lo, afirma que Winston é o último

  representante da verdadeira humanidade, a qual deveria ser exterminada. Júlia, sua companheira, mesmo desejando corromper o Partido não tinha a consciência e os propósitos de Winston. Pelas circunstâncias Winston tem de traí-la e optar esquecê-la para continar vivendo.
Enganam-se aqueles que Wisnton representa a luta do estado "democrático" contra o comunismo Winston é a eterma luta do indivíduo contra a opressão de qualquer estado, igreja ou sociedade e sua adaptação aos mesmos.
Revisado em: 20.05.2003

[+] Resumo comentado de 1984.

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1984
Obra-prima de George Orwell. [$]










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