| lembra culposamente de seu
egoísmo quando criança durante as privações de guerra
ao comer quase toda a comida disponível enquanto sua irmã quase
morria de fome. Com o Partido não há
espaços para o individualismo. Winston recorre a forma mais antiga de
expressar seus sentimentos diante da opressão. Escrevendo num diário
comprado ilegalmente ele deseja voltar ao passado. O peso de papel que compra
num antiquário, e as lembranças da antiga canção "Laranjas
e Limões" são exemplos de que ele tenta recuperar os vestígios
da Inglaterra pré-IngSoc. Ao visitar
o bairro da prole, Winston depara-se com a banalização do passado.
Sua luta equivale a dos adolescentes que não se conformam com o acovardamento
lento, seguro e gradual dos mais velhos. Sua luta contra o
Partido, sua ingenuidade ao confessar seus planos e sua inevitável
punição e capitulação podem ser observadas na luta
do jovem para entender o mundo. Primeiro ele o rejeita. Depois, ele se expressa,
geralmente de forma ilícita e por fim, tem de ser adaptar ao esquema, após
uma punição de um tutor. O'Brien,
ao torturá-lo, afirma que Winston é o último |