iniciou após a queda do Muro de Berlim, e no qual todos historiadores consideram como um dos fatos mais marcantes sendo o 11 de setembro de 2001.
O orgulho americano ferido fez levantar a guerra contra o fundamentalismo, personificado na figura de Osama Bin Laden.
A caçada aumentou, com ataques com data marcada, televisão cobrindo passo a passo os avanços, e outra figura veio à tona: Saddam Hussein. Desde a Guerra do Golfo, em 1991 até o ano de 2002 seu nome não foi divulgado mais na mídia, e novamente agora aparece como sendo um mal a ser combatido. É seu emblema que aparece na capa da revista Veja, e não o de Bin Laden. Não interessa se é a Eurásia ou a Lestásia, a guerra faz a união do povo.
No 9/11, vimos pela tv os americanos chorando juntos, elevando ao Olimpo seus policiais e
bombeiros, que inclusive ganharam um concerto musical do qual participaram Paul Simon e os britânicos Rolling Stones, The Who e Paul McCartney, e saíram mais fortalecidos ainda o então prefeito de NY, Rudolph Giuliani - depois entrevistado por David Letterman, que disse que ele seria lembrado como o maior prefeito da história de NY - e

  George W. Bush, um Presidente cuja competência foi muito contestada. Sua competência não mais interessa, ele foi enérgico ao bradar que Bin Laden seria capturado vivo ou morto. Ignorância é força.
Essa, aliás, sempre foi a tônica da história dos EUA: a força e a guerra como meio de coesão e
pacificação. Em sua independência, a batalha contra os ingleses; nas divergências entre norte e sul - em virtude da escravidão - a Guerra da Secessão; no século XX, após saírem fortalecidos da 1ª Guerra Mundial, e como superpotência da WWII, a guerra fria contra os comunistas e o macartismo.
Em todas as guerras, vitória dos norte-americanos, sempre muito bem divulgada. Mesmo quando havia algum problema, o correspondente real do Miniver, que na obra literária era responsável por modificar as informações, no caso a CIA, cria suas informações. Há cerca de dois meses foi divulgado no jornal que o órgão real criava fatos fictícios para serem divulgados pela mídia.
Os ensinamentos de 1984, datado de 1949 e escritos justamente para criticar o comunismo, são muito bem utilizados hoje em 2003 pelo maior país capitalista para
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O Caso Morel - RUBEM FONSECA [$]










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