Chaplin e Bernard Shaw.
O indivíduo não terá defesa se a realidade caminhar para o mundo de "1984". Mesmo que haja uma oposição, a possibilidade de ela ser efetiva é nula. A oposição pode existir desde que não incomode. Em 2084, esse pensamento deve ser aprimorado.
Orwell projeta o futuro numa crítica a falta de opção no presente. Se na ficção o cidadão reagisse, ele cometia crimidéia, o que bastava um pensamento ou um ato suspeito diante das teletelas e até dos próprios filhos, incentivados pelo Partido a denunciarem os pais suspeitos. Ao cometer crimidéia, o indivíduo passava a ser alvo fácil do Ministério do Amor, sendo vigiado e caçado pela Polícia do Pensamento. Tornava-se impessoa. Foi o que aconteceu com Winston, que tinha atitudes contrárias ao Partido como anotar num caderno suas idéias. Quando alguém se tornava "Impessoa" ela desaparecia e todos os seus registros eram apagados. Aquela pessoa nunca existira.
1984 não é apenas uma crítica, mas uma metáfora do que está sendo pavimentado pela novilíngua, pelo crimidéia e pelo duplipensar; presentes em 1948, possívelmente no mundo de 2084 e presente hoje.

  Publicado em: 28.05.2003
















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1984
Obra-prima de George Orwell. [$]










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