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| Deus, uma outra versão "Nós, ocidentais, passamos a acreditar, sem contestação, neste Deus criado por um povo, que se considerava..." < Duplipensar.net |
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dEUS
Mussolini Cerbino
Nós, ocidentais, passamos a acreditar, sem contestação, neste Deus criado por um povo, que se considerava escolhido por ele, e escreveu um livro, muito bonito, que nada mais é do que sua história através dos tempos. A este livro foi dado um nome: Bíblia, a palavra de Deus. Mas o Deus contido nesses escritos é um Deus ruim, perverso e vingativo, não só com o seu próprio povo escolhido mas também com o resto dos outros mortais. A Bíblia começa com um fratricídio de Caim, ilustra a explosão atômica em
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Sodoma e Gomorra e a destruição da cidade de Jericó, justamente porque seu povo escolhido não conseguia conquistá-la.
Segundo as escrituras, Ele mandou seus anjos tocarem as trombetas divinas para destruir as então intransponíveis muralhas. Seu povo pôde passar a fio da espada todos os habitantes num genocídio divino. Se este mesmo povo escolhido não seguisse os ensinamentos Ele os punia, como no cativeiro de 400 anos no Egito. Até para tirá-los deste tormento castigou o povo egípcio com dez pragas terríveis culminando na morte de todos os seus primogênitos. Não satisfeito em punir o seu próprio povo e seus desafetos, Ele resolveu exterminar quase todos os seres vivos com um dilúvio de 40 dias e 40 noites. Da catástrofe sobraram apenas Noé e sua família e um casal de cada espécie de animais. Para que isto fosse verossímil, o barco de Noé deveria ser do tamanho do Brasil para caber tantas espécies diferentes e um estoque imenso de alimentos.
Este Deus impiedoso mandou seu próprio filho (segundo Ele) nascido de uma humana virgem e de um espírito (santo!) para que fosse maltratado, humilhado, negado, açoitado e crucificado no meio de dois ladrões. Que pai!
O povo que criou este Deus deu de bandeja o seu filho para um outro povo, os romanos, que estatizaram o cristianismo e difundiram esta religião por todo o seu império e posteriormente para o mundo. Dois mil anos se passaram e a exploração continua agora com a força de outras seitas. Este grupo denominado de evangélicos é aparentemente contrário ao Deus primitivo (a qual já não tem mais a mesma força) o substituiu por um outro de nome mais humano e fácil de assimilar: Jesus.
A exploração continua a mesma. Você conhece algum conglomerado religioso ocidental que seus dirigentes sejam pobres?
Parece-me óbvio que fazemos parte de uma criação. Que fazemos parte de uma pequena parcela do universo. Tudo o que conhecemos faz parte de um todo. Se acreditamos que somos apenas uma parcela insignificante do universo conhecido, por que não vivemos em paz? Por que não amamos o nosso semelhante? Por que alguns morrem de fome e outros de tanto comer? Justamente porque os que acreditam nesse Deus e em seu filho não seguem o que Ele disse: "Amai-vos uns aos outros como eu vos amei".
A resposta para os que crêem em amar o seu semelhante, e não o fazem, está em não seguir no que acreditam e muito menos naqueles que pregam. Todos sabem que a vida é curta e não tem a certeza de uma existência do outro lado. Tentam fazer de suas vidas o que lhe parece o melhor (somente para eles), e os outros? Que Deus cuide deles.
Não estou pregando o caos e muito menos sugerir aos que me lêem deixem de acreditar naquilo que lhes parecesse verdadeiro. Tento passar é que o mundo apesar de tantas religiões, deuses e profetas, esqueceu de seus semelhantes e do amor. Se existe Deus só pode ser amor e compreensão, isto é o que existe entre pais e filhos, entre criador e criatura.
Leia também:
• Deus, uma outra versão - Ramon Torres
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