| Brother, Casa dos Artistas e No Limite, o reality
show oferece como produto básico satisfazer o desejo dos telespectadores
com cenas de exibicionismo e auto-flagelo. Some-se a isto a capacidade do participante
ao eliminar seus adversários da competição e, conseqüentemente,
ter sua grande chance de experimentar mais do que os quinze minutos de fama já
conquistados. Ora, que tipo de realidade é esta em que o excitante
é ver o outro em situações muitas vezes constrangedoras,
como ir ao banheiro diante de câmeras ou pedir a cabeça
de uma pessoa por quem se criou afeição? Por estranho que possa
parecer, a lógica dessa (re)criação remete à das lutas
entre os gladiadores na Roma antiga, uma espécie de gameshow onde os participantes
eram guiados por duas necessidades básicas: eliminar o adversário
e exibir-se para saciar uma platéia ávida por emoções
baratas e bizarras. Tanto na arena de ontem, quanto na telinha de hoje, o vencedor
continua sendo aquele que consegue eliminar seus adversários mais rapidamente;
e o público segue experimentando o prazer de ver o sofrimento alheio, seja
com o sangue que outrora jorrava da espada, seja com a superexposição,
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