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do que é exibido atualmente pela maioria absoluta dos programas da tv aberta
brasileira, não continuamos a nos envenenar infinitamente. E o amontoados
de cadáveres que cresce a cada dia nos grandes centros, em Campinas, Santo
André, Kabul, Nova York, Jerusalém ou Favela da Maré? Talvez
seja a sociedade transformando em excremento, após longa indigestão,
aquilo com o qual nos alimentamos durante todos esses anos de uso desordenado
de tão importante conquista, a liberdade de expressão jornalística,
artística e cultural. Afinal, enquanto seguimos negando às crianças
e jovens conteúdo alternativo à sórdida e fétida fórmula
baseada em sexo e violência na TV, estaremos condenados a produzir sujeitos
hedonistas, reféns do consumismo e capazes de atitudes de total alheamento
em relação ao outro. Quando, no Brasil, negamos a Constituição
e sepultamos em cova rasa o que determina o tão decantado artigo 221, onde
está previsto que a TV terá como finalidade prioritária a
educação, nos condicionamos a aceitar, sem parcimônia, os
frutos daquilo que temos oferecido a nossos filhos, principalmente através
de nosso maior e
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