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A bomba atômica e a era do suicídio globalizado - Crime de guera - culpados - bomba atômica - motivo da bomba atômica - horror nuclear - maior crime de guerra - humanidade. holocausto nuclear - cidades japonesas - Hiroshima e Nagasaki - 150 mil civis mortos - Harry Truman - agosto de 1945 - Estados Unidos da América - 6 de Agosto de 1945 - Japão - Little Boy - Fat Man

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A bomba atômica e a era do suicídio globalizado
Os EUA desenvolveram um projeto de energia nuclear com objetivos militares: construir bombas atômicas como arma de guerra, no que os empreendedores WASP (White, Anglo-Saxan Protestant) foram muitíssimo bem sucedidos, como prova temos as cidades de Hiroshima (6 de agosto de 1945) e Nagasaki.




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O Projeto Manhattan levou a cabo a explosão da primeira Bomba Atômica-Inaugurando a Era da Energia Nuclear, no deserto de Alamagordo, Novo México, em 16 de julho de 1945.

Todo o princípio norteador da Era Atômica sempre foi suicida desde a origem, cume das pirotecnologias, tecnologias do fogo, um desejo de morte e de holocausto nuclear estava no subconsciente dos ocidentais igual ao dos pilotos kamikazi japoneses.

A questão que dividia os físicos era esta: a explosão atômica nunca fora feita antes, e não se sabia bem o que poderia acontecer como consequência da detonação, era o primeiro teste do primeiro protótipo, e em 16 de julho de 1945 poderia, teoricamente, ser desencadeada uma reação em cadeia independente, entrando em combustão atômica todas as cadeias moleculares da atmosfera de todo o planeta, fazendo os núcleos de cada um dos átomos de nitrogênio entrarem em fusão nuclear.

A cena de pesadelo seria todo o ar explodindo em fogo para em seguida cair como areia sobre a terra, sobre todo o planeta, cobrindo tudo com poeira radioativa e extinguindo , assim, todas as formas de vida do planeta.

Enrico Fermi, um dos físicos do Projeto Manhattan, chegou a apostar com os outros cientistas que o ar ficaria em fogo e cairia como pó em todo o planeta na reação em cadeia, e Arthur Comptom, do Chicago Laboratory, chegou a sugerir que seria melhor deixar o nazismo ganhar do que testar aquele protótipo suicida dia 16 de julho de 1945.

 


Os militares pensavam o contrário, que seria melhor sacrificar toda a vida do planeta terra do que permitir ao nazismo ser vitorioso.

Ao apertar o botão de disparo do gatilho de teste desta primeira Bomba Atômica, psicologicamente, moralmente, foi cometido o suicídio do planeta pelos militares com a anuência dos cientistas.




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Em decorrência daquele ato, além do massacre em Hiroshima, alvo civil, foram construídas bombas suficientes para destruir o planeta inteiro mais de 70 vezes, e o delírio suicida chegou às raias do absurdo na Guerra do Vietnam, quando as tropas dos USA destruiram toda a aldeia MyLay com a justificativa que matando a todo homem, mulher e criança, os estavam salvando do comunismo.

Depois da queda do muro de Berlin e do fim da URSS, tudo isto ficou cada vez mais absurdo e a colonização cultural e imperialismo passaram, eufemisticamente, a denominar-se "Globalização" como sinônimo da imposição da língua e cultura do Fast-Food e da Linha de Montagem de Ford, do entretenimento superficial e descartável de Hollywood e Disneylandia, do monopólio de programas de computador e de redes telemáticas como a Internet.

(Post Scriptum: segundo os Russos, a Bomba Atômica foi detonada antes por eles, na Sibéria em 19 de agosto de 1943, sob a coordenação do cientista Pietr Leonidovitch Kapitza, e outros dois: Igor Kourtchatov e Pietrzak , que morreu na explosão).

Leia também:
Hiroshima, o maior crime de guerra do mundo - Rogério Beier

Livros relacionados ou citados no artigo:
• O Livro Negro dos Estados Unidos - PETER SCOWEN
• LIFTON, Robert Jay e MITCHELL, Greg, Hiroshima in America: A Half Century of Denial, Nova York: Avon Books, 1995.
• Revista História Viva, Ed. Duetto - Ano 2, Número 20, Junho de 2005, Pg.24

Artigo de Flávio Calazans.

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