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O novo perfil das escolas particulares de ensino fundamental e médio
A introdução de novas tecnologias de educação, a cobrança por instalações cada vez mais sofisticadas, pais que cada vez têm menos tempo para acompanhar a educação dos filhos, o acesso ao debate sobre projetos pedagógicos, a necessidade de bons preços e a crescente preocupação com o mercado de trabalho modificaram a relação entre pais e escolas.




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É inegável que o que os pais esperam hoje da educação escolar de seus filhos difere em muito de algumas décadas atrás, nesta nova fase as instituições que souberam se adaptar vêm obtendo resultados surpreendentes, em detrimento de escolas tradicionais que tiveram de fechar suas portas.

A escola que desponta como um grande sucesso empresarial ao longo da última década tem se preocupar em atender pais cada vez mais exigentes e que cada vez necessitam mais do apoio da escola na educação dos filhos. Lidar com pais que trabalham fora não são nenhuma novidade no universo educacional, mas novos fatores tem modificado as necessidades deles que buscam mais das escolas, esperam que a escola possa também auxilia-los na formação moral dos filhos e também protegê-los da violência das ruas. Um fenômeno que se pode notar, é que uma boa parte vêm optando por deixar os filhos em horário integral (semi-internato). A diretora de uma das unidades da escola Dínamis no Rio de Janeiro, relata que é cada vez mais comum ouvir dos pais que não se sentem seguros em deixar seus filhos aos cuidados de empregadas domésticas e apontam como a principal causa para essa decisão a questão da praticidade e da segurança.

Sônia, advogada, mãe de dois filhos em idade escolar, afirma que com os filhos estudando em horário integral ela se livra de preocupações que ela não conseguiria se dependesse apenas de uma babá. Com as crianças no colégio ela não tem de se preocupar em ter de faltar o trabalho se a babá não aparecer, se chegar muito tarde em casa não tem de fazer os deveres de casa com os filhos, eles podem frenquentar aulas extracurriculares dentro da própria escola sem estarem expostos aos riscos das ruas, a própria escola garante o estudo diário e a preparação em época de provas, ela tem a opção para que eles façam até 3 refeições diárias na escola (almoço, lanche da tarde e jantar) e também não precisa temer a qualidade do serviço prestado pela babá quando ela não está presente, entregando os filhos a profissionais especializados.

Para poder atender tal tipo de demanda, as escolas que quiserem ser competitivas têm que se adaptar e investir maçisamente em tecnologias, em instalações e em recursos humanos, devem oferecer uma vasta gama de opções educacionais e também de atividades extracurriculares. O uso da informática já virou obrigatório, na sua aplicação em aulas, ou em projetos e pesquisas feitas dentro da escola, aulas como as de História, Biologia ou Português, podem ser ministradas de dentro de uma sala de informática e já contam com o apoio de dezenas de softwares existentes no mercado. Laboratórios de ciências também vêm ganhando espaço na busca por uma educação de qualidade, espaços onde os alunos possam por na pratica a teoria das salas de aulas aparecem como diferenciais entre as escolas. Os mais comuns são os laboratórios de Física, Química e Biologia, mas colégios como o tradicionalíssimo Santo Inácio também no Rio de Janeiro oferece também laborátório de cinema por exemplo. Outro diferencial que alguns colégios já começam a investir é o acesso dos pais através da internet a toda a vida escolar dos filhos: número de faltas, notas, atrasos, etc..

Já no que se refere às atividades extracurrículares os colégios se esforçam em atender a demanda por aulas de futebol, judô, capoeira, natação, dança, teatro, entre outras menos comuns. Para os pais é prático pagar apenas uma certa taxa a mais e não ter de se preocupar em levar os filhos para fazer estas atividades, e nem com eles andando pelas ruas, as crianças e jovens saem direto da aula para suas atividades, acompanhados de seus colegas, apenas como se horário do colégio ficasse um pouco maior, sem pressa, sem correria e sem atrasos. Alunos felizes e pais descansados.

Contudo o perfil dos pais de alunos de escolas particulares hoje em dia também se tornou mais exigente no que se refere a qualidade do ensino, pois estão seriamente preocupados com a competição que os filhos enfretarão por uma boa vaga nas universidades e também depois no mercado de trabalho. Com uma maior facilidade de acesso a informações sobre projetos pedágógicos, os pais se preocupam em dar aos filhos uma educação ampla e humanística, mas não abrem mão de bons resultados no vestibular, eles querem filhos criativos e dinâmicos, mas que sejam disciplinados e atendam aos limites. O resultado disto é que a enorme diferença que existia entre escolas de ensino conservador e escolas de ensino liberal está cada vez menor. O colégio que deseja conquistar os pais tem de ser capaz de apresentar algum diferencial a mais, além do projeto pedagógico, tem de ser capaz de mostrar aos pais que é capaz de atender a espectativas tão variadas.

 


A concorrência diante desta nova demanda, não tem poupado diversas instituições de ensino, inclusive algumas muito tradicionais que tiveram de fechar as portas. A Anamec (Associação Nacional de Mantenedoras de Escolas Católicas) divulgou no ano de 2000, uma pesquisa que denunciava que somente entre os anos de 1995 a 2000, as escolas mantidas pela Igreja Católica pederam cerca de 20% de seus alunos, o que significa que em torno de 200 mil alunos foram para outras instituições particulares ou públicas, o que representou o fechamento de 130 estabelecimentos dirigidos por padres e freiras em todo o país. Esses números deixam claro que o ensino religioso tão respeitado no passado, já não é mais um diferencial procurado pelos pais. Em São Paulo, o Liceu Coração de Jesus fundado há 118 anos, que já teve mais de dois mil alunos, filhos da elite paulistana, e é mantido pela Congregação Salesiana, tem hoje pouco mais de mil estudantes, num magnífico prédio lotado de salas fechadas.

Por outro lado, alguns colégios, principalmente os associados a cursos de pré-vestibular, vêm crescendo assustadoramente e se transformando em redes de escolas privadas, como a do Colégio Objetivo, que tem de milhares de alunos em todo o Brasil e foi construída durante os últimos 38 anos, investindo em soluções rápidas ao que o mercado de educação estava pedindo, com uma visão muito mais empresarial que educacional do ensino. Seguindo este mesmo modelo outros grupos cresceram e criaram imensas redes de franquias que hoje dominam mais de 30% do mercado educacional do Brasil: o Pitágoras de Belo Horizonte, o Positivo e o Expoente do Paraná, os paulistas COC e Anglo, os cariocas CEL, MV1 e GPI. Juntos, eles movimentam um negócio de mais de 6 bilhões de reais por ano. O Colégio PH (Rio de Janeiro), do Professor Paulo Henrique, foi fundado como um curso de estudo dirigido para o vestibular, hoje tem vagas para todas as séries e comprou a sede da Praia de Botafogo do excelente Colégio Andrews que aos 85 anos teve de reduzir seu número de turmas.

A maioria dessas redes franquiadas apresenta também um outro diferencial que é o baixo custo para o consumidor, com a diminuição do poder aquisitivo da classe média ao longo das últimas décadas, pagar uma boa escola para os filhos se tornou um enorme peso no orçamento doméstico. No entanto, a classe média tenta o máximo que pode evitar retirar seus filhos de escolas particulares, uma vez que não se satisfazem com os resultados das escolas públicas no vestibular. Isso porque, para uma classe quase desprovida de recursos financeiros e de influência, a única forma de elevação ou mesmo de manutenção do status qvo continua sendo através da Educação. Porém a maioria das boas ecolas particulares tradicionais apresentam mensalidades elevadas demais para a classe média. Já as redes franquiadas, como operam em escala industrial são capazes de oferecer livros e apostilas, de pagar bons professores, de proporcionar todas aquelas atividades já citadas por uma mensalidade bem mais baixa que as escolas tradicionais.

Obviamente, não há neste tipo de ensino dessas grandes redes preocupação com a formação da cidadania comparável a de outras escolas, o foco está concentrado na necessidade de aprovação no vestibular. Contudo, buscando suprir essa defasagem, estas redes tem investido nos seus professores, todas as pesquisas já realizadas na área de educação comprovam essa velha teoria que diz que independente do projeto pedagógico ou do tipo de escola que se estuda, o maior diferencial entre uma boa escola e uma péssima está na qualidade dos professores. É a da interação entre professor e aluno dentro da sala de aula que determina a qualidade do ensino.

Em outras palavras, o educador – além de professor – com sua prática pedagógica, segundo a ementa e o conteúdo programático, percebendo o projeto educacional como um todo é que resultará numa Educação continuada até o dia-a-dia de um profissional na organização.

É desta qualidade do ensino que depende boa parte da vida profissional pós-escola, no que se refere ao conhecimento e também da postura ética e profissional do indivíduo. O ensino multifacetado, ao mesmo tempo que oferece ao estudante diversas opções, cobra dele habilidade para lidar com todas elas, portanto interfere diretamente na relação deste com o universo ao seu redor. Os jovens que começam a deixar essa nova escola e imgressam no mercado de trabalho demonstram ter duas importantes qualificações: dinamismo e arrojo.

Pode-se dizer, portanto, que as mudanças na Educação, refletirão mudanças para os novos profissionais do futuro – hoje estudantes - o que acarretará sem dúvida mudanças em todo mercado de trabalho.

Artigo de Valesca da Costa Abranches.

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