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  Paula Lameu - Publicado em 16.02.2004


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Eu e alguns colegas da área discutimos muito durante o semestre sobre internet, o jornalismo na rede que há hoje e o ideal.

Hoje temos o jornalismo online, baseado na prática do "copy-paste", resultado de um dead-line "already dead", que massacra os profissionais com seus sistemas burros de correlacionamento, visando uma overdose de clicks, que por sua vez também são burros, mas que correspondem aos números de audiência.

O segundo passo para o jornalismo seria o jornalismo digital, onde não haveria apenas a transposição de conteúdo, mas a complementação desse conteúdo, com alguns recursos potenciais da rede, como áudio, vídeo e infografia animada. Até encontramos alguns veículos que estão nesse patamar. Infelizmente, a burrice de alguns sistemas e clicks ainda se sobrepõe.

Saliento que essa burrice não é do profissional, porque muitos sabem o que seria ideal na cobertura e veiculação para se obter um produto de qualidade, mas trabalha de mãos e criatividade atadas, fazendo aquilo que seu editor, sistema e tempo permitem.

Um terceiro jornalismo seria aquele que utilizaria todo o potencial da internet. Quem sabe até como fonte primordial para a confecção dos outros produtos (impresso, rádio, TV). Talvez até não seja a base do jornalismo, mas as empresas deveriam pensar na unificação de seus produtores de informação, pois com a cobertura mobilizada para todas as instâncias da empresa, haveria maior qualidade, com o planejamento e a correlação de conteúdo.

Isso custa? Custa, mas não muito mais do que inúmeros grupos de cobertura, cada um para um segmento do mesmo grupo de comunicação.

Não estou prevendo nada. Pensamos todos em algo óbvio e que as pessoas não percebem. Sabe o que isso me lembra? Aqueles três macacos, um que não fala, um que não vê e outro que não houve. Não é à toa que as pessoas que menos se comunicam são da Comunicação.


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