História de Portugal - Cronologia, factos, conquistas, descobertas, personagens de Portugal < A Revolução dos Cravos - 25 de abril de 1974 < Dossiês < Duplipensar.net
 

 
História de Portugal - Torre Bandeira de Portugal durante 1385 a 1481. Bandeira utilizada nos reinos de João I (1385-1433), Duarte (1433-1438) e Afonso V (1438-1481) História de Portugal - Torre Bandeira de Portugal durante 1385 a 1481. Bandeira utilizada nos reinos de João I (1385-1433), Duarte (1433-1438) e Afonso V (1438-1481) História de Portugal - Torre Bandeira de Portugal durante 1385 a 1481. Bandeira utilizada nos reinos de João I (1385-1433), Duarte (1433-1438) e Afonso V (1438-1481) História de Portugal - Torre Bandeira de Portugal durante 1385 a 1481. Bandeira utilizada nos reinos de João I (1385-1433), Duarte (1433-1438) e Afonso V (1438-1481) História de Portugal - Torre Bandeira de Portugal durante 1385 a 1481. Bandeira utilizada nos reinos de João I (1385-1433), Duarte (1433-1438) e Afonso V (1438-1481) História de Portugal - Torre  




Leonardo Silvino - Publicado em 25.04.2004


A história de Portugal se inicia nos primeiros séculos da era cristã. Mesmo sendo parte da Ibéria, a revolta na Lusitânia contra os romanos no século II a.C. é reividicada como uma demonstração de unidade nacional anterior à criação da nação portuguesa.

Entre 1095 e 1279, o Reino de Portugal estabelece as suas fronteiras continentais, praticamente inalteradas até hoje. Depois deste período,a monarquia se consolida mesmo com a resistência do Reino de Castela.

Localizado entre a Espanha e o mar, Portugal se lança na aventura marítima rumo à conquista de novas terras. Considerada uma das quatro quinas da Europa, junto com Inglaterra, Rússia e Turquia, os portugueses, naturalmente iniciaram sua epopéia ao redor do mundo.

O século XV é marcado pelas Cruzadas e descobertas marítimas. Com as conquistas, o país se torna um império de proporções mundiais. Este avanço é interrompido com a fusão política com a Espanha de 1581 a 1640. Retomada a independência, iniciam-se as reformas que desencadeam a transformação do absolutismo em monarquia constitucional em 1826. Na mesma década o Brasil se torna independente de Portugal.

A partir do século XVII, Portugal perde o seu poderio dos séculos anteriores. O gigante terremoto de Lisboa em 1755 piorou ainda mais a situação do páis. A ocupação do país pelas tropas de Napoleão e a fuga da família real para o Brasil é um exemplo claro do poder perdido.

A República implantada em 1910, dura até o golpe de estado de 1926. Na Primeira Guerra Mundial, Portugal entra no conflito ao lado dos Aliados. O país sofre uma grave crise no período de entreguerras, o que forneceu o surgimento do "Estado Novo", no mesmo período que governos fascistas dominavam na Europa. Mesmo neutro na Segunda Guerra, Portugal era cortejado pelo Eixo, Salazar, assim como Vargas, entrou no conflito bélico ao lado dos Aliados apenas em 1945, quando a guera esta paticamente encerrada. No Guerra Fria, as ditaduras ibéricas eram toleradas pelos países ocidentais no combate ao bloco comunista.

Mesmo com a retirada de Salazar, a ditadura só termina em 25 de abril de 1974 com o golpe militar que derrubou Marcello Caetano, A Revolução dos Cravos. Após golpes e contra-golpes, a democracia se restabelece em Portugal, o país retoma a via do desenvolvimento, impulsionado ainda pela adesão à Comunidade Económica Européia (CEE) em 1986.

As colônias africanas foram decisivas para o fim do regime salazarista. Apoiado pela Igreja e pelo ultranacionalismo de um Portugal uno e indivisível de Lisboa ao Timor, o regime perdeu o apoio dos militares nas sucessivas guerras coloniais e da população. Após a queda do salazarismo, Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau declararam sua indepêndencia.

As marcas da expansão marítima ainda persistem, o português hoje é uma das línguas mais faladas em todo o mundo. São cerca de 200 milhões de lusófonos em oito países distribuidos por cinco continentes (Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Timor-Leste e Cabo Verde), além de Macau, Goa, Damão e Diu.

Mesmo sendo um país pequeno e tendo uma população menor do que a da cidade de São Paulo, Portugal tem uma história grande de um dos grandes impérios da história.

O país tem um alto índice de desenvolvimento humano (0.896), mesmo assim, tem um dos menores desempenhos da Europa Ocidental. Portugal tem um desnível em relação ao bloco em índices de desemprego, analfabetismo e PNB.

Depois de 48 anos de ditadura, Portugal consolida a sua democracia. A constituição de 1976 reestabele os direitos e deveres básicos do estado democrático com um regime semipresidencialista. Enquanto o presidente, eleito por sufrágio universal, representa a república e é o Comandante Supremo das Forças Armadas, o Primeiro-Ministro é nomeado pelo Presidente da República de acordo com o resultado das eleições para a Assembleia da República. Esta é composta por um mínimo de 230 deputados eleitos pela população com um mandato de 4 anos. O sistema português é unicameral.

Administração local portuguesa é praticamente autônoma. Exercida pelas autarquias locais, municípios e as freguesias. Elas tem um larga tradição histórica.

Portugal não tem mais colônias mas permite autonomia à Açores e Madeira. Estas Regiões autônomas, separadas do continente, têm estatutos políticos e administrativos e órgãos do Governo próprios.

Portugal foi um exemplo no combate às ditaduras latinas nos anos 70. Depois do 25 de abril, os países que viviam em regimes chamados democráticos viram a esperança das ditaduras acabarem, mesmo que lentas, graduais e seguras para seus impositores. Desde o fim da ditadura, o país melhora a qualidade de vida aos seus cidadãos, mesmo enfrentando os problemas de imigração ilegal, desemprego e pobreza, Portugal hoje é palco de grandes eventos, como a Exposição Mundial em 1998 e, neste ano, o páis sedia a primeira edição europeia do Rock in rio e o Campeonato Europeu de Seleções, maior evento futebolístico entre seleções depois da Copa do Mundo.

Portugal é a prova de que sem as ditaduras os países melhoram. Sem o salazarismo e o franquismo, os países ibéricos estariam em situações melhores. O 25 de abril trouxe experiências negativas e frustrações, mas é inegável que se o salazarismo estivesse perdurado até os dias de hoje a hisótia seria outra, felizmente não foi.

Especial A Revolução dos Cravos - 25 de abril de 1974


[+] Envie este artigo para um amigo: