Eles (os negros) sempre se encaixam na descrição - artigo sobre o filme a Cor da Fúria< Artigos < Duplipensar.net Português do Brasil  English 
 

 


 


Paulo Giardullo - Publicado em 01.03.2004


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O assassinato por Policiais Militares de São Paulo daquele dentista negro, ocorrido recentemente, como foi amplamente divulgado na imprensa, nos incita a várias reflexões. Duas reflexões logo nos vêem a mente e são exploradas pela mídia, são, portanto, óbvias demais, embora coerentes e podemos enumerar da seguinte forma: Primeira Reflexão – Preconceito racial e condições desfavoráveis dos negros:

O episódio nos lembra tragicamente de que o preconceito racial existe no Brasil, contrariando aquelas teorias de boa convivência entre as raças, o branco, negro e o índio, cada um com sua parcela, dando sua contribuição para um grande país pacífico, mestiço, alegre e tal...

E também o episódio nos mostra que os negros vivem em condições sociais inferiores, com menores e mais estreitas oportunidades. Ficou subentendido que negro não pode ser dentista, tem que ser marginal ou peão de obras. Quando muito operário. Os policiais não acreditaram ou não quiseram acreditar que ele poderia ser um dentista, de fato. Sim, vejam só a imprensa, a grande imprensa, principalmente, deu extrema ênfase ao fato, do negro em questão ser um dentista, como se fosse uma anormalidade.

Segunda Reflexão - A fragilidade na aplicação dos Direitos Humanos e o despreparo policial

O fato traz à tona as falhas que ainda existem em relação aos direitos humanos e quanto à situação preocupante da violência policial, apesar dos esforços no sentido da fiscalização das polícias pelo Ministério Público, pelas Corregedorias e das campanhas de conscientização.

Pensamos no quanto a Polícia e os Policiais estão despreparados para a função, num ambiente democrático, onde os direitos inalienáveis do cidadão à liberdade de expressão, de locomoção, à integridade física, à vida, devem ser assegurados com todas as forças possíveis, exigindo vigilância constante da sociedade civil. Pois o Estado deve zelar pela vida e o bem estar dos seus membros, não sendo admissível que ele mesmo, através de um dos seus órgãos, atente contra estes valores e direitos de seus próprios cidadãos. Caso contrário estaríamos em um caos completo e numa inversão com conseqüências imprevisíveis.

Como eu disse antes, estas duas reflexões são imediatas ao conhecimento do fato e são imprescindíveis e extremamente coerentes. O problema é que muitas vezes, além de mal direcionadas, caminham no sentido da exploração do seus aspectos óbvios, de lugar-comum. A mídia explora de modo sensacionalista, atendendo a seus interesses e incitando a comoção popular, cujo impacto na luta dos direitos humanos, dura somente até que os holofotes (e as câmeras) se dirijam ao próximo acontecimento bombástico. Já que as deficiências quanto aos direitos humanos e a dignidade dos negros na sociedade estão longe de serem sanadas de modo completo e satisfatório. Residem em gêneses muito mais profundas.

Casa Grande e Senzala ou Segregação Racial? Qual é melhor racismo ou preconceito?

Claro, nos EUA, a coisa é mais clara, mais definida em um racismo visível e talvez aí resida seu aspecto mais terrível e o mais ameno, que os diferenciam de nós, pois ao mesmo tempo em que a forma explícita deles é mais chocante, também é mais sincera do que a nossa “pretensa interação entre as raças”. Enquanto o deles caminha na definição de racismo excludente, com a divisão da sociedade entre os WASP e os afro-americanos e similares, no Brasil a demagógica crença na ausência de intolerância racial nos sugere a definição, não menos vergonhosa, de preconceito velado. Talvez mais amena, mas pior nossa forma, pois durante muito tempo “colou” a hipócrita retórica da “democracia multicor".

Talvez nossa forma seja menos hostil e tenha nos permitido uma saudável e produtiva flexibilidade racial, que existiu de fato. E ainda existe. Graças a ela foi possível o desenvolvimento do samba, do futebol, da capoeira, do carnaval. Ou seja, essa razoável harmonia racial nos permitiu a formação de um grande país, de proporções continentais, com certa identidade nacional. Uma raiz ou radical comum a que podemos chamar de “brasilidade”.

Mas, não podemos nos esquecer de que esta “harmonia racial” foi baseada no esquema hierárquico em que todos colaboraram, mas cada raça em seu lugar, bem ao estilo harmonioso de Gilberto Freire, com seu Casa Grande e Senzala. É aquela coisa que nos ensinavam na escola: “o índio deu sua contribuição à nossa cultura, com palavras que enriqueceram nosso vocabulário, com sua culinária peculiar, principalmente baseada no milho e na mandioca, com seu gosto pelo banho. O negro com o candomblé, com a capoeira, com sua força de trabalho e sua ginga. O branco com sua força de comando, sua religião universal, seu progresso e civilização.” Em outras palavras, o branco mandava da Casa Grande, enquanto os índios foram expropriados e dizimados, os negros escravizados em condição animalesca. Tudo na mais perfeita tolerância e harmonia. Tudo baseado em muitas teorias complexas, entre elas a evolução das espécies.

Porém, estas duas reflexões, sobre a existência do preconceito racial e do despreparo policial, não são as únicas reflexões possíveis e nem respondem toda a questão evocada com a morte do dentista negro.

Eu proponho pelo menos mais três reflexões, geralmente não abordadas pela imprensa e nem pelas manifestações de comoção social, que são as seguintes:

Terceira Reflexão – E se o negro morto não fosse um dentista e sim um servente de pedreiro?

A imprensa deu muita ênfase no fato do negro morto ser DENTISTA. E é lógico, as pessoas também se comoveram mais por isso. Claro, temos que reconhecer que o fato dele ser um profissional da área de saúde, de uma área considerada “nobre”, que exige uma extensa formação acadêmica, com grande utilidade social, torna os aspectos negativos e trágicos do fato mais evidentes e incontestáveis.

Mas, um lado não é abordado pela imprensa, que é: e se ele fosse um mero servente de pedreiro, honesto e trabalhador? Isto tornaria o erro dos policiais menor, menos grave? Aí entramos num terreno mais profundo, pelo qual não se interessa a mídia, da questão da diferença na sociedade entre o trabalho intelectual e o manual, ou seja, a sociedade considera que o fato dele ser dentista causa maior prejuízo à sociedade, pela nobre função de saúde pública que ele exerceria, pelos custos e esforços gastos com sua formação e tal.

Ora, o que interessa para mim, em primeiro plano é a vida humana, é a liberdade, é a garantia dos direitos do indivíduo! Pouco me interessa se o cidadão morto era um dentista ou servente. O que importa é que um homem foi morto, sem ter chances de provar sua inocência. Mas não é isso o principal para muita gente hipócrita. Será que o caso viria a público se ele fosse um mulato desempregado? Afinal, morte de gente deste tipo tem todo dia nas páginas policiais, explicadas com justificativas reducionistas: “certamente foi vingança, queima-de-arquivo ou disputa de tráfico”. O que importa?

Outra questão dentro desta mesma reflexão: e se ele fosse mesmo um negro, servente de pedreiro, honesto, seria possível o esclarecimento de que houve o trágico equívoco dos Policiais?

Lembrem-se de que os policiais forjaram a clássica versão do revide à agressão com arma de fogo pela vítima, me parece que puseram uma arma ao lado do corpo dele e ainda apreenderam a carteira dele, como sendo produto de furto praticado... Por ele mesmo... Explica-se: acreditando-se ou forçando-se a se acreditar que de fato ele era um assaltante, a explicação dele portar uma carteira de dentista era que houvesse furtado-a de um dentista de verdade, provavelmente branco e colado sua foto, numa falsificação barata. Quase foi enterrado como indigente e ladrão. Quando poderiam imaginar que um negro poderia ser mesmo um dentista?

Vejam bem, no caso dele ser um servente de pedreiro e honesto, ele não portaria a carteira de dentista, logicamente. Portaria certamente a identidade comum. Como seria parcialmente reconhecido pela vítima do assalto e a seguir morto, seria encaminhado ao IML, prevalecendo a versão de que era um assaltante. Com a arma jogada em sua mão, as coisas ficariam bem definidas. As chances dele não ser reconhecido a tempo seriam grandes. Se por um acaso fosse reconhecido pela família, isto evitaria que fosse enterrado como indigente, mas não garantiria que sua imagem de ladrão fosse mudada.

Isto porque numa cidade gigantesca, impessoal e violenta como São Paulo, negros e mulatos, mesmo pobres brancos, estão a todo o momento se encaixando na descrição de assaltantes. Quando são presos ou mortos, pouca diferença faz se são inocentes ou culpados, pois todos dizem que são inocentes. A diferença entre ser um servente de pedreiro e um assaltante é muito tênue. Talvez faça tanta diferença quanto se são corintianos ou santistas. Como podem o servente de pedreiro, ou pior ainda, o desempregado provarem que não são assaltantes, quando são abordados pela Polícia e reconhecidos por supostas vítimas? É só uma questão de sorte ou de estar no lugar errado, na hora errada.

Quantos negros ou mulatos já foram presos ou mortos nessa situação? Nunca saberemos, nunca o Estado saberá, talvez nunca a sociedade queira mesmo saber.

Quarta Reflexão – O lado humano dos policiais e a violência a que estão expostos Esta Reflexão dificilmente é explorada pela mídia e talvez seja um tabu nos meios intelectuais, por termos saído recentemente de uma ditadura. A princípio é contraditória com as três reflexões aqui abordadas, mas se analisada a fundo poderemos ver que não é tão contraditória assim.

Ela se trata da questão dos policiais. Nesses casos são julgados e pré-condenados. São os despreparados, rústicos, grossos, ignorantes de baixa ou média patente, cruéis sanguinários, que por despreparo ou por serem psicopatas, desviam as funções lhes passadas pelo Estado e atentam contra a vida humana, se protegendo depois no corporativismo e na complacência das elites de direita, que simulam julgamentos implacáveis de policiais, mas no fundo não tratam com seriedade, por razões óbvias, as violações aos direitos humanos de bandidos, marginais, escória da sociedade.

Bem, mais uma vez, a premissa do despreparo policial tem sua porção de verdade, mas não é toda a verdade. Devemos nos lembrar de um dos conceitos de empatia, que é colocar-se no lugar do outro. Faltou isto aos policiais que mataram o dentista negro: colocarem-se no lugar daquele cidadão abordado e refletir se não poderia haver um engano e ele ser mesmo inocente. Refletir se era realmente necessário matá-lo.

Mas falta à sociedade também, empatia, para se colocarem na pele dos policiais. Não para justificar sua trágica ação neste episódio. Mas, refletindo que muitas vezes, sua violência pode ser uma violência refletida da violência a que estão submetidos e das falhas em sua formação ética e profissional. Sua formação é reflexo da formação oferecida por suas corporações e pelos valores da sociedade. Se têm despreparo intelectual para exercerem uma tolerância maior aos cidadãos abordados, isso tem causas profundas e não reflete somente falha pessoal deles.

Primeiro que o seu grau de escolaridade, em geral é baixo. Os de baixa patente são recrutados na periferia, muitas vezes nas próprias favelas onde moram os marginais que irão combater. Creio que as instruções nas corporações falam sobre direitos humanos e tal, mas não deve ser dada uma ênfase muito grande a ponto de preponderar sobre as bases machistas e moralistas da sua formação social. A situação atual exige uma ênfase bem mais sistemática, bem mais dirigida para a conscientização sobre Direitos Humanos, um trabalho que deveria começar na escola e na família, antecedendo a formação profissional do policial na Corporação. A mídia também poderia colaborar nisto. Pois muitos apresentadores sensacionalistas insistem nas premissas simplistas de que os direitos humanos só defendem bandidos, não cuidam dos policiais e das vítimas. Que existe muita demagogia envolvendo a luta por direitos humanos, isto há. Mas, direitos humanos não é só isto. É preciso dissecar a questão da segurança, esclarecer mais. Direitos Humanos é o que nos distingue da barbárie, ou pelo menos deveria.

A formação em sociedade que os policiais têm não foge muito do senso comum, na verdade um misto de valores morais maniqueístas, reducionistas, forjados no moralismo religioso (o cristianismo prega o amor, mas de acordo com certas regras bem rígidas e particulares e o castigo a quem se desvia) e em fragmentos do moralismo capitalista, é aquela coisa da lei da capacidade e das oportunidades, da lei do mais forte, a teoria da harmonia do corpo, ou seja, quem se desviar do seu lugar é um tumor e tem que ser eliminado, etc.

Some-se a isto tudo, aquelas crenças na virilidade que deve caracterizar os policiais e o gosto pelo poder que atinge todos nós mortais, pouco senso sobre a profundidade da desigualdade social e temos como resultante um policial perigosamente intolerante. Um policial que acha que os “Direitos humanos é só pra bandido, quero os ver defenderem as vítimas”. Muitos estão com os nervos à flor da pele, às vezes reagem instintivamente a uma violência, que como o Rambo (o do filme, não o de Diadema) não começaram. Outros acham mesmo que bandido bom é bandido morto.

Não devemos nos esquecer da violência a que esses policiais são expostos e é lamentável dizer isto, mas em certos momentos deve ser mesmo difícil separar, no beco de uma favela, o negro honesto do assaltante perigoso que pode “queimar” o policial, sem a menor piedade. E se formos sinceros o suficiente para reconhecermos isto, podemos dizer que chegamos a uma situação perigosa, cada vez mais perto da barbárie e da injustiça social.

O que eu quero abordar nesta Quarta Reflexão é que existe um lado humano por trás dos policiais, cruéis ou não. E isto nos leva para a Quinta Reflexão, que coloca em xeque esta quarta, paradoxalmente.

Quinta Reflexão: O Dentista Negro é Filho de Um Policial Militar aposentado:

Esta quinta reflexão parece contraditória e coloca em xeque a quarta reflexão, que fala sobre a necessidade de nos colocarmos no lugar dos policiais para entendê-los e então julgá-los. Bem, não coloca exatamente a quarta reflexão em xeque, mas na verdade, é um soco no estômago de qualquer justificativa corporativista para a ação violenta e injusta dos policiais. Pois, quando se toma conhecimento de que o pai do dentista morto é um policial militar aposentado, da mesma profissão dos algozes do seu filho e que ele fez economias em sua longa e penosa carreira para atingir o objetivo máximo que seria formar o filho para a profissão de dentista, caem por terra todos os argumentos que poderiam justificar o ato como necessidade do serviço, como uma ação de coragem e camaradagem entre os policiais para se autodefenderem e que portanto deve ser protegida a tentativa de fraude nas provas no crime. Pois, o pai do dentista negro morto era um deles! Um policial militar também! E aposentado, que tirou 30 longos anos na Corporação!

Ora, ser um policial, se amparar na violência e no corporativismo para superar os riscos a que estão expostos e sobreviver para quê? Se quando você vai para a reforma, vem um outro policial e mata seu filho injustamente, destruindo todo um castelo de sonho paternal.

Isto é um alerta de que os policiais têm que rever seus conceitos morais rígidos que apontam para o desprezo às causas sociais da criminalidade. Mostra que devem rever também a intolerância que muitos deles apresentam para com o outro, se fechando numa ética de grupo perigosa. Acabam se esquecendo que este outro pode ser ele mesmo, o policial, numa virada do destino. Ou filho dele, como no caso em questão.

Conclusão – Cena do Filme A Cor da Fúria, estrelado por Travolta: Eles (os excluídos) sempre se encaixam nas descrições:

O que falta é empatia. Falta empatia para o policial ter mais cautela e tolerância quando aborda um suspeito e pensar que poderia ser um filho ou parente seu. Falta empatia da sociedade ao julgar o policial como bode expiatório da desigualdade social, quando na verdade ele é parte dela, fruto das falhas do tecido social.

Empatia é o que não falta no enredo do filme “A Cor da Fúria”, em que o protagonista Louis Pinnock (John Travolta) é branco, pálido, magro, desempregado. Numa sociedade onde a elite é composta por negros. Algo lembrando Planeta dos Macacos, onde os humanos é que estão enjaulados. Nesta pequena cidade do interior, conservadora, o protagonista vive suas angústias, vagando pelas ruas. Em uma delas é abordado por uma dupla de policiais em uma viatura, composta por um guarda branco e um negro. O negro naturalmente é... o chefe da dupla. O protagonista é abordado com aquela rigidez clássica dos policiais, afinal havia ocorrido um assalto e o suspeito tinha as mesmas características do assaltante. Após a verificação não conseguem provas contra o “suspeito” e o liberam, mas antes disto o agridem covardemente. O guarda branco participa das agressões também, submissamente. Talvez somente por cumprir ordens, talvez não. Quem sabe até goste de exercer seu “poder corretivo” com o irmão branco que “optou” por esta vida. Isto o faz lembrar que não é mais um deles. Na verdade é branco só na cor, passou por um processo de “enegrecimento”, necessário à evolução da sociedade.

Nesse instante uma multidão de brancos, pobres e maltrapilhos, assiste de um bar nas proximidades, a abordagem. Revoltam-se e protestam em vão contra os policiais, que vão embora, após a ação. O protagonista branco se junta aos seus “irmãos de cor”, para tomar uma cerveja no fétido bar e pergunta aos presentes o motivo de tamanha violência dos policiais contra ele, já que era inocente.

As pessoas então respondem algo mais ou menos assim: “Forasteiro, você foi abordado pelos policiais porque se encaixou na descrição dos assaltantes. Por aqui, nós, os brancos, sempre nos encaixamos nas descrições”.

Mas porque na ficção citada os brancos se encaixam nas descrições de criminosos e na nossa realidade são os negros? Ou seja, sempre os excluídos. Quem nasceu primeiro: o ovo ou a galinha? Tostines vende muito porque é sempre fresquinho, ou é sempre fresquinho porque vende muito? Os negros e mulatos se encaixam nas descrições porque são mais pobres que os brancos? Sua maior incidência entre os suspeitos é porque têm menores oportunidades e piores condições de vida, ou porque têm índole criminosa? Porque estas reflexões mais profundas não são feitas na mídia e nem ensinadas às crianças? P.S. O curioso é que esta inversão hipotética proposta pelo filme não pode ser feita na realidade, mesmo se focalizarmos uma cidade da África, de maioria negra. Porque mesmo lá, assim como em qualquer região, o branco-ocidental-cristão costuma ser elite. Talvez em outro planeta.

Filme:A Cor da Fúria
Título Original: White Man's Burden
País: França/EUA
Ano:1995
Direção: Desmond Nakano
Elenco: John Travolta, Harry Belafonte, Kelly Lynch, Margaret Avery, Tom Bower, Andrew Lawrence, Bumper Robinson , entre outros.
Duração: 85 min
Categoria: Drama
Sinopse: Intrigante drama que inverte os papéis raciais, colocando o homem branco como a grande vítima do sistema, e o negro como a classe privilegiada. Louis Pinnock (John Travolta) é um funcionário de uma fábrica de chocolates que um dia é designado para fazer uma entrega na mansão de um rico empresário negro chamado Thaddeus Thomas (Harry Belafonte). Enquanto aguarda ser recebido, Louis se distrai e observa acidentalmente a bela esposa do magnata trocando de roupa. É surpreendido em flagrante por Thomas, que imediatamente toma as medidas necessárias para garantir que Louis seja despedido. Indignado com sua demissão, ele retorna à casa do empresário, exigindo uma explicação para o ocorrido. As conseqüências de seu plano são desastrosas e Louis acaba tornando-se um fugitivo da lei.


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