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Paula Lameu - Publicado em 10.05.2004




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Entre pesquisadores na área de educação, o assunto que está em pauta é a avaliação. Jussara Hoffmann, Phillipe Perrenoud e Monica Thuller são alguns entre muitos que abordam o tema.

Por que avaliação? Sabemos que a educação no Brasil está em crise. O sistema, os professores, conteúdo e os alunos, sejam de escolas públicas ou privadas, desde a Educação Infantil até o Ensino Superior: não se sabe ensinar e não se sabe aprender.

Como disse Pedro Demo no IV Seminário Internacional de Educação, em São Paulo, a escola é um lugar que se tem “aula”, se “toma nota”, se “faz prova” e se “leva o diploma”.Não é um local onde se educa, se pensa, se ensina. Não há aprendizado.

É claro que não se pode generalizar! No Rio Grande do Sul e São Paulo, bem como em outras localidades encontram-se ótimos exemplos de educação eficaz.

O cerne da questão está na avaliação. Demo, em sua conferência, disse que professor não gosta de avaliar. Se ele pudesse “terceirizar o serviço”, o faria.

Por que a avaliação é tão importante? Porque é o reflexo do trabalho do professor, não a quantificação do conteúdo que o aluno absorveu.

A avaliação é um parâmetro para o professor ter de seu trabalho. Identificar como está o desenvolvimento do aluno. Até que ponto uma nota dez ou “A” equivale ao domínio e conhecimento daquele conteúdo? Não poderia ter sido apenas a velha “decoreba”? Na verdade, a avaliação não é do aluno, mas do professor. O professor precisa da avaliação como um guia de suas ações educativas. Ora, se tenho um aluno que tira quatro, não quer dizer que ele é ruim em Português, mas indica que é um aluno que necessita um pouco mais dos meus cuidados, da minha atenção, que eu devo trabalhar mais esse ou aquele assunto.

A avaliação em seu sentido mais comum é um referencial. Mas não é a única forma de avaliar o trabalho do professor.

A anotação com reflexão do que é abordado em sala, bem como sua descrição, os momentos importantes, o que foi eficaz, adequado e o que não foi; colocar o porquê usando a intuição e o sentimento é recurso precioso para a elaboração da próxima estratégias da aula. O educador deve refletir diariamente em seu dia-a-dia para que a educação e a construção do conhecimento seja eficaz. Pensar naquilo que foi e não foi eficaz e o que poderia ter sido feito em uma dada situação.

O professor não gosta da avaliação porque isso implica em discutir aquilo que se faz, se acredita ser eficaz e adequar suas práticas ao contexto, resultando na revisão de seus princípios.

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